Alessandro Vieira rebate críticas e afirma que o relatório apontou indícios de crimes de responsabilidade a partir de elementos públicos e notórios; decisão ocorreu após rejeição do texto pela comissão
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, afirmou que o pedido de indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República foi fundamentado em elementos concretos levantados durante os trabalhos da comissão, de acordo com a matéria da CNN BRASIL.

Em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (15 de abril de 2026), Vieira defendeu o conteúdo do relatório final:
“O indiciamento foi feito com base nos fatos que foram detectados ao longo do tempo pela comissão parlamentar de inquérito”.
O documento recomendava o indiciamento por crimes de responsabilidade dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Sobre o caso específico do ministro Dias Toffoli, o relator destacou medidas consideradas atípicas quando ele atuava como relator do processo envolvendo o extinto Banco Master, investigado por fraudes financeiras. Vieira citou a empresa Maradit — da qual Toffoli era sócio — que vendeu participação no Resort Tayayá ao Fundo Arleen, administrado pela Reag, citada na Operação Carbono Oculto da Polícia Federal.
O senador reforçou que não fez acusação de corrupção passiva:
“Eu não estou acusando Dias Toffoli, não fiz isso no relatório e não estou fazendo isso agora, de cometer corrupção passiva. O que fiz no relatório foi apontar indícios de cometimento de crime de responsabilidade em duas modalidades”.
Ainda segundo Vieira, todos os pontos apresentados são de conhecimento público:
“Todos eles são fatos notórios, públicos e nunca foram contestados pelos envolvidos”.
O relatório foi apresentado na reta final da CPI do Crime Organizado, que investigava a atuação de facções criminosas e milícias no Brasil, mas dedicou parte significativa do texto a questionar decisões e condutas de autoridades do Judiciário e do Ministério Público.
Fonte: CNN BRASIL


















