Cantor MC Ryan SP, MC Poze e dono da página Choquei são presos temporariamente; juiz federal destaca que grupo atuava como “instituição financeira clandestina” usando indústria fonográfica e entretenimento digital
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (15 de abril de 2026) a Operação Narco Fluxo, que investiga um grande esquema de lavagem de dinheiro supostamente liderado pelo cantor Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP. Segundo decisão judicial, o grupo criminoso movimentou mais de R$ 260 bilhões, de acordo com a matéria do Metrópoles.

Ouça a análise dos jornalistas da CNN BRASIL sobre a prisão de MC Ryan, MC Poze e Raphel Sousa Oliveira, dono da página Choquei:



A investigação aponta que o esquema utilizava a indústria fonográfica e o entretenimento digital para branquear recursos obtidos com a comercialização de ingressos, produtos e ativos digitais sem lastro econômico comprovado. Os investigados também recorriam a criptoativos, transporte de valores em espécie, múltiplas transações bancárias, operadores logísticos, familiares e “laranjas” para ocultar os reais beneficiários.
Relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificaram movimentações suspeitas de R$ 1,63 bilhão, valor que serviu de base para o sequestro de bens e bloqueio de contas. No entanto, a PF estima que o volume total operado pelo grupo seja muito superior.
A operação cumpre 45 mandados de busca e apreensão e 39 mandados de prisão temporária em vários estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal. Mais de 200 policiais federais participam da ação.
Foram presos temporariamente MC Ryan SP, Marlon Brendon Coelho Couto Silva (MC Poze do Rodo) e Raphel Sousa Oliveira, dono da página Choquei. Durante as buscas, a PF apreendeu armas, veículos de luxo, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos.
Os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Fonte: Metrópoles e CNN BRASIL


















