O senador brasileiro, que ingressou nos Estados Unidos após autorização humanitária, afirma em documento que o pleito foi fraudado e solicita apoio externo contra o que classifica como “ditadura judicial”
Em meio à sua controversa estadia nos Estados Unidos, o senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ) elevou a tom do confronto político institucional ao divulgar uma carta aberta na qual se autodeclara o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. O documento, que passou a circular nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, traz uma série de acusações severas contra o processo eleitoral e o Poder Judiciário brasileiro, apelando diretamente à intervenção e ao reconhecimento de governos estrangeiros.




A publicação da carta ocorre no mesmo dia em que foram confirmados os detalhes de sua chegada à Flórida amparado por uma permissão de permanência humanitária outorgada pelas autoridades de imigração norte-americanas.
As Alegações de Fraude e Ataques ao Judiciário
No texto direcionado à opinião pública e a lideranças internacionais, Flávio Bolsonaro sustenta que o resultado apurado nas urnas não refletiu a real vontade do eleitorado brasileiro. O parlamentar afirma ter sido o vencedor legítimo da disputa presidencial e acusa as instituições do país de articularem uma fraude estrutural para impedir sua ascensão ao Palácio do Planalto.
Entre os principais pontos destacados no documento sobressaem-se:
- Contestação do Resultado: A afirmação categórica de que foi o candidato escolhido pela maioria dos eleitores brasileiros, rotulando a diplomação e a posse do adversário como atos ilegítimos.
- Denúncia de “Ditadura Judicial”: Acusações diretas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, na avaliação do senador, agiram de forma arbitrária e politizada para perseguir a oposição e blindar o governo eleito.
- Justificativa para a Saída do País: O congressista argumenta que sua ida aos Estados Unidos deu-se por razões de segurança pessoal e preservação de sua integridade física diante do que qualifica como ameaças e cerceamento de garantias fundamentais no Brasil.
Apelo à Comunidade Internacional e Pedido de Reconhecimento
Além das duras críticas ao cenário interno, a carta de Flávio Bolsonaro faz um pedido explícito de socorro diplomático às nações democráticas, com especial apelo às autoridades e ao governo dos Estados Unidos.
O senador incita a comunidade internacional a adotar uma postura firme frente ao quadro político do país:
“Peço às nações livres do mundo que não reconheçam o governo ilegítimo instalado no Brasil e que apoiem o povo brasileiro na luta pelo resgate de sua democracia e de sua soberania”, defende o parlamentar no manifesto.
Repercussão e Desdobramentos Políticos
A autodeclaração de Flávio Bolsonaro como presidente legítimo amplia a crise diplomática e reabre debates sobre os limites do discurso de oposição no exterior.
Analistas e observadores do cenário político apontam que o documento busca forçar uma reação formal das chancelarias estrangeiras e criar um governo paralelo no exílio, valendo-se do respaldo público recebido de figuras proeminentes da política conservadora norte-americana, a exemplo do ex-presidente Donald Trump.
Enquanto aliados comemoram a carta como um gesto de coragem e resistência, setores governistas e jurídicos no Brasil avaliam a iniciativa como mais um elemento de afronta às instituições democráticas e ao estado de direito.
Fonte: Metrópoles
*Imagem da capa editada por IA

















