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Rogério Marinho rejeita interferência externa e descarta provas de irregularidades no pleito

Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro defende soberania nacional após divulgação de documento nos Estados Unidos, classifica ida do senador como exílio político e atribui falhas no texto a erro de redação

Em pronunciamento concedido nesta quarta-feira no Senado Federal, o senador Rogério Marinho (PL-RN), que atuou como coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), defendeu publicamente que o governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, não interfira nos assuntos internos nem na política institucional do Brasil.

A manifestação ocorreu após a divulgação de uma carta redigida por Flávio Bolsonaro já em solo americano, na qual o candidato derrotado solicitava que a comunidade internacional não “normalizasse” a atual conjuntura política do país e o que chamou de perseguição.

Apesar de reconhecer o direito de o mandatário norte-americano opinar sobre disputas globais, Marinho ressaltou que a soberania nacional deve ser preservada e que o destino político do país cabe exclusivamente às suas próprias instituições.

Ausência de Provas de Fraude e Erro de Confecção na Carta

Ao examinar o teor do documento internacional, o ex-coordenador de campanha foi taxativo ao declarar que não existem provas materiais que sustentem alegações de fraude nas urnas eletrônicas ou no resultado das eleições. Segundo o parlamentar, nem ele e nem a diretoria do Partido Liberal possuem elementos para fazer tais afirmações formais.

  • Divergência de Versões: Na primeira versão da carta divulgada na Flórida, o senador derrotado se apresentava como “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Pouco tempo depois, o trecho foi corrigido para “líder do Brasil” ou da oposição.
  • Justificativa da Assessoria: Rogério Marinho atribuiu a inconsistência a um “problema na confecção” do texto e afirmou que a versão definitiva válida é a publicada no perfil oficial do aliado.
  • Direito de Manifestação: O senador ponderou que desabafos e sentimentos de injustiça não constituem crime, mas enfatizou que qualquer alegação oficial sobre a lisura do pleito precisa ser respaldada por provas concretas.

Viagem aos Estados Unidos e Repercussão Política

O desdobramento da ida de Flávio Bolsonaro para a Flórida pegou integrantes do próprio partido de surpresa. Marinho revelou que aliados próximos não foram informados previamente sobre o plano de viagem e tomaram conhecimento da partida apenas por meio dos veículos de imprensa.

Avaliação sobre o Deslocamento: O líder parlamentar classificou a partida de Flávio como uma condição de “exilado político”, alegando que o aliado avaliou não haver garantias políticas para permanecer no país sem o risco de decretação de prisão preventiva por parte do Judiciário após o término das eleições.

Paralelamente, o governo federal optou por não responder diretamente ao conteúdo da missiva internacional, enquanto lideranças da base governista e do Congresso reforçaram discursos em defesa da estabilidade democrática e da manutenção do diálogo institucional.

Fonte: Metrópoles

*Imagem da capa editada por IA

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