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Limites para uso de dinheiro no Brasil

Senado aprova projeto que impõe limites ao uso de dinheiro em espécie no país

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal deu sinal verde a uma proposta que restringe o emprego de moeda física em transações cotidianas no Brasil, medida que vai além do óbvio e pode redefinir a liberdade financeira dos cidadãos.

A iniciativa, que ainda depende de análise suplementar na própria comissão, representa um avanço significativo no debate sobre o controle de recursos em circulação. Na redação inicial do texto – cujos parâmetros podem ser resgatados durante a fase de regulamentação pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) –, foram previstos os seguintes tetos para operações em espécie:

Transações comerciais em espécie: Acima de R$ 10.000: proibido;

Pagamento de boletos/faturas em dinheiro: Acima de R$ 5.000: proibido; 

Circular com dinheiro sem comprovação: Acima de R$ 100.000: restrito / sujeito a comprovação imediata; 

Posse de dinheiro vivo na carteira: Acima de R$ 300.000: vedado salvo justificativa.

Além disso, já vigora a vedação absoluta ao emprego de dinheiro físico em negociações imobiliárias, como aquisições de propriedades.

Tais restrições pavimentam o caminho para intervenções mais amplas, como tetos para retiradas em caixas eletrônicos, barreiras à transferência de valores e mecanismos de congelamento de contas, além de um monitoramento integral de fluxos financeiros.

Oficialmente justificada como ferramenta contra a lavagem de capitais ilícitos, a norma levanta alertas sobre seu potencial para evoluir em direção a um regime de vigilância estatal mais intrusivo.

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