Secretário da Defesa dos EUA anuncia continuidade de ataques a embarcações de narcotraficantes
O secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, declarou na terça-feira (2) que o Pentágono pretende intensificar as operações aéreas contra as chamadas “narcolanchas”, apesar das polêmicas envolvendo a eliminação de sobreviventes em alto-mar.
“Mal começamos a atacar barcos de narcotraficantes e a jogar narcoterroristas no fundo do oceano, porque eles têm envenenado o povo americano”, afirmou Hegseth durante reunião de gabinete conduzida pelo presidente Donald Trump na Casa Branca.
O titular da Defesa destacou que a estratégia de Trump contra o tráfico marítimo de drogas consiste em “combater essas organizações terroristas designadas”, referindo-se especificamente à Tren de Aragua e ao Cartel de los Soles, grupos de origem venezuelana classificados como terroristas pelo governo dos EUA no âmbito da ampla operação militar em curso no Caribe e da pressão crescente sobre o regime de Nicolás Maduro.
Durante o mesmo encontro, o presidente Trump afirmou que o fluxo de entorpecentes que chega aos Estados Unidos por via marítima “diminuiu 91%”. Hegseth complementou que as ações contra as narcolanchas foram temporariamente reduzidas “porque é difícil encontrar barcos para atacar agora mesmo”.
O secretário enfatizou que o principal objetivo das operações é alcançar um “efeito dissuasório”. Desde o início da campanha, o Pentágono realizou 21 ataques aéreos que resultaram na morte de 82 tripulantes.
Na última quinta-feira (27), o jornal The Washington Post revelou, com base em fontes anônimas, que após o primeiro bombardeio – ocorrido em 2 de setembro – foi executado um segundo ataque, supostamente ordenado por Hegseth, com o objetivo de eliminar dois sobreviventes da ação inicial. O caso gerou suspeitas de possível crime de guerra e motivou a abertura de investigação pelo Congresso.
Na segunda-feira (1º), a Casa Branca confirmou a realização do segundo ataque, mas atribuiu a ordem ao almirante Frank Bradley, então comandante do Comando Conjunto de Operações Especiais. Tanto o Pentágono quanto a presidência afirmam que todas as ações são legais.
“Sempre apoiamos nossos comandantes que tomam decisões em situações difíceis e, neste caso e em todos esses ataques, eles estão tomando decisões com critério e se certificando de defender o povo americano”, declarou Hegseth ao reafirmar total confiança em Bradley.


















