O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, revelou nesta quarta-feira (3) que manteve uma ligação telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, há cerca de dez dias, e descreveu o contato como “respeitoso e cordial”.
“Veja bem, há uns 10 dias, a Casa Branca ligou para o Palácio de Miraflores e eu conversei por telefone com o presidente Donald Trump. Posso dizer que a conversa teve um tom respeitoso, e até mesmo cordial, entre o presidente dos EUA e o presidente da Venezuela. Acrescento que, se essa ligação significa que estamos caminhando para um diálogo respeitoso entre os Estados, entre os países, então seja bem-vindo o diálogo, seja bem-vinda a diplomacia, porque sempre buscaremos a paz”, declarou Maduro em pronunciamento televisionado.
O anúncio ocorre em meio à maior escalada militar americana no Caribe desde a Guerra Fria. Desde setembro, os EUA realizaram 21 ataques aéreos contra embarcações de tráfico de drogas – a maioria partindo de portos venezuelanos –, resultando em 83 traficantes mortos. Cerca de 15 mil militares americanos e mais de uma dúzia de navios de guerra estão posicionados na região.
No sábado, a agência Reuters informou, com base em quatro fontes do governo americano, que Washington prepara uma nova fase de operações contra o regime de Maduro nos próximos dias, com possibilidade de ações secretas como etapa inicial.
Maduro, que governa a Venezuela desde 2013, acusa Trump de tentar derrubá-lo e garantiu que o povo e as Forças Armadas venezuelanas resistirão a qualquer tentativa de intervenção.
Trump afirmou que Maduro vai deixar o poder por bem ou por mal.


















