O presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, indicou na sexta-feira (5/12) que o partido não deve apoiar uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026.
A legenda já tem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato oficial na disputa pelo Executivo federal, em uma estratégia que prioriza alianças de centro-direita e rejeita nomes associados à polarização extrema.
Confira a postagem do pré-candidato:

A sinalização veio horas após Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (PL), anunciar nas redes sociais que foi escolhido pelo pai para liderar o “projeto político do bolsonarismo” rumo à Presidência.
A declaração gerou reações imediatas entre lideranças partidárias, com o União Brasil optando por uma nota pública que critica indiretamente a movimentação, sem citar o nome do senador.
“Em 2026, não será a polarização que construirá o futuro, mas a capacidade de unir forças em torno de um projeto sério, responsável e voltado aos reais interesses do povo brasileiro”, afirmou Rueda, em publicação nas redes sociais. Como co-presidente da Federação União Progressista – aliança entre União Brasil e Progressistas (PP) –, ele reforçou o compromisso das duas siglas com um “Brasil que precisa avançar”. “Vamos focar no Brasil, nas pautas das nossas bancadas estaduais, no diálogo maduro entre diferentes visões e na agenda que de fato transforme a vida das pessoas. É hora de olhar para frente e construir, juntos, o melhor caminho para o nosso país”, concluiu.
A posição de Rueda reflete um racha na direita brasileira, com o Centrão – bloco que inclui União Brasil, PP, Republicanos e PSD – avaliando neutralidade ou apoio explícito a Caiado, visto como uma opção mais pragmática e com menor rejeição eleitoral.
Interlocutores do grupo destacam que a indicação de Flávio, construída sem amplo diálogo com aliados, inviabiliza parcerias e pode beneficiar a reeleição do petista Lula da Silva.
O líder do União na Câmara, deputado Pedro Lucas Fernandes (MA), criticou a falta de articulação, afirmando que a candidatura de Flávio ocorreu “sem diálogo” com as demais forças políticas.
Analistas políticos, como o economista André Perfeito, alertam que a decisão “implode possíveis alianças entre centro e direita”, favorecendo nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já sinaliza foco na reeleição estadual.


















