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Absurdo: Marcola e outros 174 são oficialmente absolvidos

Marcola é absolvido porque o Judiciário… esqueceu o processo na gaveta por 12 anos

Em mais um capítulo da série “Você não acredita no que acontece no Brasil”, a Justiça de São Paulo simplesmente deu de ombros e declarou: “Ops, passou da validade!” para o maior processo já aberto contra o PCC.

Marcola e outros 174 comparsas foram oficialmente absolvidos nesta semana porque, pasmem, o processo prescreveu. Sim, prescreveu. Como iogurte vencido.

A denúncia foi apresentada em setembro de 2013. De lá pra cá, o processo fez o que qualquer brasileiro comum brasileiro faz quando chega na fila do SUS: ficou parado, empoeirando, esperando. 

Doze anos depois, o juiz Gabriel Medeiros olhou pro relógio, coçou a cabeça e decidiu: “Feitas essas considerações, reconheço a prescrição da pretensão punitiva estatal e em consequência, julgo extintas as punibilidades dos denunciados…”. Traduzindo: “Deu ruim pro Estado, boa noite.”

Ou seja: o Ministério Público, a Polícia, o Judiciário inteiro gastaram anos dizendo que esse era o maior golpe já dado contra o PCC… e o golpe final veio do próprio sistema, que simplesmente deixou a bomba-relógio apitar até zerar.

Marcola, aquele mesmo que está há décadas em penitenciária federal de segurança máxima, agora tem mais um diploma de “inocente” pra pendurar na parede da cela (ao lado dos outros 37 que ele já coleciona por prescrição, claro).

A defesa, com a cara mais lavada do planeta, soltou nota dizendo que prescrição é “instituto jurídico constitucionalmente assegurado”. Traduzindo de novo: “Obrigado por dormir no ponto, Estado, beijinho no ombro.”

Resumindo: o crime organizado continua organizadíssimo, e o Estado… continua estado de comédia.

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