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Deputado é penalizado por pedir investigação de Moraes x Master

O deputado federal Sanderson (PL-RS), vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, protocolou representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que seja investigado eventual conflito de interesses no contrato milionário firmado entre o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o Banco Master, alvo de apurações por fraudes financeiras.

Em resposta a essa iniciativa, o ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome do parlamentar no inquérito que apura a disseminação de fake news e ataques às instituições.

Confira trechos do contrato:

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Sanderson também pediu que a instituição examine se membros do escritório de advocacia — inclusive o filho de Moraes — estiveram envolvidos em atividades ou assessorias ligadas a créditos falsos, aquisição irregular de benefícios financeiros ou salvaguarda de bens de procedência suspeita.

A representação demanda ainda investigação sobre possível interferência imprópria em resoluções administrativas relacionadas ao caso Master.

De acordo com o ofício, após a liquidação da instituição bancária, torna-se “imprescindível” analisar se a banca advocatícia contribuiu para a elaboração ou validação de transações que possam caracterizar estelionato, fraude em prejuízo de credores ou administração imprudente de entidade financeira.

O acordo, firmado em 16 de janeiro de 2024, estabelecia a estruturação e coordenação de cinco áreas de atuação estratégica, consultiva e litigiosa perante o Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia Judiciária, Executivo e Legislativo. O valor mensal previsto era de R$ 3,6 milhões. Até outubro de 2025, logo antes da liquidação do Master, a banca já tinha recebido R$ 79 milhões.

“Apurar os fatos em toda sua extensão é absolutamente necessário, sobretudo por envolver pessoas ligadas a alta autoridade da Suprema Corte brasileira, bem como por envolver valores absolutamente exorbitantes, pagos mensalmente por prestação de serviços jurídicos”, escreveu Sanderson no pedido.

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