Lula defende apuração rigorosa em fraudes no INSS
O petista Lula da Silva garantiu nesta quinta-feira (18/12) que todas as suspeitas de irregularidades nos descontos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) serão investigadas sem exceções, inclusive se envolverem familiares próximos.
A afirmação foi feita durante um café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, no mesmo dia em que a Polícia Federal (PF) deflagrou nova etapa da Operação Sem Desconto, com prisões e buscas relacionadas a desvios em aposentadorias e pensões.
“Se tiver filho meu metido nisso vai ser investigado”, declarou o presidente, enfatizando que ninguém ficará imune às apurações, incluindo ministros como Fernando Haddad e Rui Costa.

Lula destacou que a iniciativa de aprofundar as investigações partiu do próprio governo, por meio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da PF, e que a operação representa a maior ação já realizada contra esse tipo de crime organizado.
Contexto da nova fase da operação
A etapa deflagrada nesta quinta (18/12) incluiu a prisão domiciliar do secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal (considerado o número 2 da pasta), além de buscas contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e prisões de filhos de investigados centrais, como o “Careca do INSS”.
As apurações focam em descontos associativos indevidos, estimados em até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Rumores recentes apontaram possíveis ligações indiretas de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) com figuras do esquema, o que motivou questionamentos ao presidente – embora ele não seja alvo formal.
Lula reforçou a autonomia da PF, afirmando que o governo não oferece proteção a ninguém.


















