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Paraguai faz evento próprio após ausência de Peña na inauguração de Lula

A Ponte da integração Jaime Lerner foi entregue um dia antes por Lula sem o Presidente Peña

O governo do Paraguai promoveu neste sábado (20/12) um evento separado para celebrar a Ponte da Integração Jaime Lerner, conectando Presidente Franco ao lado brasileiro em Foz do Iguaçu, apenas um dia após a inauguração conduzida pelo petistaLula da Silva sem a presença do líder paraguaio Santiago Peña. O episódio revela tensões diplomáticas entre os dois países, às vésperas da 67ª Cúpula do Mercosul, realizada na mesma cidade paranaense.

Durante a cerimônia brasileira na sexta-feira (19), Lula justificou a ausência de Peña: “Eu quero explicar porque não estou aqui com o Santiago Peña. Ele não podia hoje, por um problema familiar em Assunção, e eu não podia amanhã à tarde, porque termino o Mercosul e preciso voltar a Brasília. Então eu inauguro o lado brasileiro, ele inaugura o lado paraguaio, e ganha o Brasil e ganha o Paraguai”.

O petista destacou o impacto econômico da obra: “Nessa ponte vai transitar o povo paraguaio para o Brasil e o povo brasileiro para o Paraguai, para trabalhar, vender e comprar. O que interessa é fazer com que as duas economias cresçam”. Já o ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou: “Nós vamos liberar o fluxo de caminhões pela Ponte da Integração, conectando o Brasil ao Paraguai”.

No sábado, durante a cúpula, Lula brincou sobre uma falha técnica que interrompeu seu discurso na véspera: “Ontem faltou energia no meu discurso, espero que não falte energia no discurso hoje”.

Concluída em 2022, a ponte – segunda ligação viária sobre o Rio Paraná após a Ponte da Amizade, inaugurada há mais de 60 anos – aguardava liberação devido à falta de aduanas e acessos. Financiada principalmente pela Itaipu Binacional, a estrutura desafogará o tráfego pesado na região. A circulação inicia gradualmente: caminhões vazios à noite a partir deste sábado (20/12), ônibus fretados em janeiro de 2026, sem data para veículos leves.

Para o professor Aníbal Orué Pozzo, da Unila, a ausência de Peña carrega simbolismo: “O Paraguai está com uma política externa muito fraca e indecidida […] A não presença do Santiago Peña, como presidente do Paraguai, enfraquece e reorienta as relações do Paraguai para outras áreas e não para o Mercosul. Eu acho que enfraquece o Mercosul, porque o Mercosul funciona com consenso”.

A nova conexão reforça a integração regional no Mercosul, bloco que atraiu 42,1% dos investimentos estrangeiros na América Latina em 2024, com o Brasil respondendo por mais de 85%.

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