Defesa de Bolsonaro Aguarda Definição Médica para Informar Data de Cirurgia de Hérnia ao STF
A equipe jurídica do presidente Jair Bolsonaro (PL) comunicou nesta sábado (20/12) que ainda não submeteu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a programação da intervenção cirúrgica para correção de hérnia inguinal bilateral. O motivo é a necessidade de coordenação com a equipe médica para estabelecer o momento mais adequado para o procedimento.
Perícia oficial conduzida pela Polícia Federal confirmou o diagnóstico de hérnia inguinal bilateral no presidente. Embora admita a viabilidade de abordagem conservadora, o relatório indica que a maioria dos especialistas recomenda a operação. Classificada como eletiva – sem caráter de urgência imediata –, a cirurgia deve ser agendada, com a defesa responsável por comunicar a data escolhida.
Após o envio da proposta de calendário, a Procuradoria-Geral da República (PGR) disporá de 24 horas para manifestar posicionamento.
Na sexta-feira (19/12), o ministro Alexandre de Moraes autorizou o procedimento eletivo, mas rejeitou o pleito de conversão da pena para prisão domiciliar. Os advogados haviam requerido permissão para que Bolsonaro saísse da Superintendência da Polícia Federal para internação hospitalar em Brasília, além de transferência permanente para regime domiciliar por razões de saúde. Os pedidos foram apresentados ao STF em 9 e 15 de dezembro.
Bolsonaro permanece custodiado na PF desde novembro, em cela com condições médicas consideradas adequadas pelo Judiciário.


















