EUA realizam nova apreensão de navio na costa da Venezuela após anúncio de bloqueio por Trump
As forças dos Estados Unidos estão procedendo com a interdição e confisco de uma embarcação em águas internacionais próximas à costa venezuelana, conforme revelaram três autoridades americanas à agência Reuters neste sábado (20/12). Trata-se da segunda operação do tipo em poucas semanas, intensificando a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro logo após o presidente Donald Trump declarar um bloqueio naval contra petroleiros sancionados.
“Estou ordenando um [BLOQUEIO TOTAL E COMPLETO DE TODOS OS PETROLEIROS SANCIONADOS que entram e saem da Venezuela”, disse Trump na terça-feira (16/12)”.
A ação é conduzida pela Guarda Costeira dos EUA, com apoio militar, em meio a um significativo reforço de presença americana no Caribe. Autoridades não revelaram o local exato ou detalhes sobre o navio, mas a operação ocorre em um contexto de queda acentuada nas exportações de petróleo bruto venezuelano desde a apreensão anterior.
Desde a imposição de sanções em 2019, compradores recorrem a uma “frota fantasma” de petroleiros que ocultam localização e origem para contornar restrições, transportando óleo da Venezuela, Irã e Rússia. A China permanece como principal destino, adquirindo mais de 600 mil barris diários – cerca de 4% de suas importações. Um embargo prolongado poderia retirar quase 1 milhão de barris por dia do mercado global, potencialmente elevando preços do petróleo.
Nicolás Maduro acusa o reforço militar americano de visar o controle das maiores reservas petrolíferas do mundo, pertencentes à Venezuela. O Ministério do Petróleo e a estatal PDVSA não comentaram o caso.
A medida reforça a campanha de Trump contra o governo venezuelano, incluindo ataques a embarcações que já causaram dezenas de vítimas, em uma escalada que ameaça a estabilidade regional e o comércio energético global.


















