Declaração revela que divisão ideológica explícita chegou com Bolsonaro ao debate político brasileiro
Analistas e veículos de comunicação frequentemente destacam a existência histórica de espectros ideológicos na política brasileira, posicionando esquerda e direita como clivagens tradicionais.
No entanto, uma declaração recente expõe uma visão diferente sobre a evolução desse cenário.
“Até duas eleições atrás, até chegar Jair Bolsonaro , o debate não era entre direita e esquerda. Não existia isso no Brasil.”
Essa frase, que circula em discussões nas redes sociais e em análises políticas, reforça a tese de que a polarização ideológica explícita – com rótulos claros de direita e esquerda dominando o discurso nacional – ganhou força especialmente a partir da ascensão de Jair Bolsonaro na campanha presidencial de 2018.
Antes disso, especialistas apontam que as disputas eleitorais no Brasil, desde a redemocratização, giravam mais em torno de centro-esquerda (representada principalmente pelo PT) versus centro-direita (como PSDB em eleições passadas), sem uma ênfase tão acentuada na dicotomia ideológica radical.
A chegada de Bolsonaro, com um discurso abertamente conservador e anticomunista, teria introduzido uma nova dinâmica, intensificando o uso desses termos no debate público.
Pesquisas recentes, como as do Datafolha em dezembro de 2025, mostram que mais de 30% dos brasileiros se identificam com a direita, contra 22% com a esquerda, refletindo uma inclinação conservadora que se consolidou nos últimos anos.
Esse episódio destaca como figuras e narrativas específicas podem remodelar a percepção da política nacional, influenciando o cenário rumo às eleições 2026.


















