Pequim Envia Alerta Contra Separatistas e Interferências Externas
As Forças Armadas chinesas iniciaram nesta segunda-feira (29/12) manobras militares conjuntas envolvendo aeronáutica, marinha e unidades de foguetes no entorno da ilha de Taiwan.
A ação foi descrita por Pequim como um alerta severo direcionado a forças separatistas e interferências externas, em meio a recentes tensões com os Estados Unidos e o Japão.
O Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular da China informou que as operações ocorrem no Estreito de Taiwan e em áreas ao norte, sudoeste, sudeste e leste da ilha.
As atividades incluem patrulhas de prontidão ar-mar, tomada de superioridade conjunta e bloqueios de portos-chave.
O coronel sênior Shi Yi, porta-voz do comando, destacou que se trata de uma medida de dissuasão multidimensional além da cadeia de ilhas.
“É um alerta severo às forças separatistas da ‘independência de Taiwan’ e às forças de interferência externa, e uma ação legítima e necessária para salvaguardar a soberania e a unidade nacional da China”, afirmou Shi.
Os exercícios envolvem caças, bombardeiros, drones e lançamentos de foguetes de longo alcance, com foco em ataques precisos a alvos terrestres móveis.
Para terça-feira (30/12), estão previstos treinamentos com tiro real em cinco zonas ao redor de Taiwan.
A mobilização ocorre após críticas chinesas a vendas de armas americanas para Taipei, avaliadas em mais de US$ 10 bilhões, e a declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre possível envolvimento do Japão em caso de conflito.
Em resposta, o Ministério da Defesa de Taiwan elevou o estado de alerta de suas tropas e condenou a ação. “Os exercícios militares direcionados do Partido Comunista Chinês confirmam ainda mais sua natureza de agressor e de maior destruidor da paz”, declarou o ministério.
Karen Kuo, porta-voz do gabinete presidencial taiwanês, reforçou a crítica: “Nosso país condena veementemente as autoridades chinesas por desconsiderarem normas internacionais e utilizarem intimidação militar para ameaçar países vizinhos”.
As tensões no Estreito de Taiwan permanecem elevadas, com a China intensificando exercícios nos últimos anos para reforçar sua reivindicação sobre a ilha autogovernada.


















