Ex-Ministro Aldo Rebelo confirma candidatura à presidência pelo Democracia Cristã
O ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff, Aldo Rebelo, anunciou oficialmente sua candidatura à Presidência da República em 2026 pelo Democracia Cristã (DC), partido de orientação cristã presidido pelo ex-deputado João Caldas.
A confirmação ocorreu em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, marcando uma nova fase na trajetória do político, que deixa o MDB para disputar o pleito pelo partido nanico.
Rebelo, que já integrou o PCdoB por décadas antes de migrar por PSB, Solidariedade, PDT e MDB, tem se afastado progressivamente da esquerda tradicional e aproximado de posições alinhadas ao bolsonarismo. Seu nome aparece em pesquisas recentes, como a Genial/Quaest de dezembro, com intenções de voto entre 1% e 2%, dependendo do cenário testado.
Entre as prioridades de sua campanha, o ex-ministro destacou a retomada do crescimento econômico, a redução das desigualdades sociais, a revalorização da democracia e a reconstrução da agenda de defesa nacional.
Rebelo também criticou o presidente Lula, afirmando que ele é “refém” do Supremo Tribunal Federal (STF), e questionou o papel de instituições como Ibama e Funai, alegando que elas “imobilizam” o desenvolvimento nas áreas de agroindústria, energia e minérios.
O político defendeu a anistia ao presidente Jair Bolsonaro e aos envolvidos nos eventos investigados como trama golpista. “Como é que você pacifica um país? É esquecendo. Se quiser pacificar, é para anistiar todo mundo. Você não quer chegar ao governo para botar o antecessor na cadeia. O país precisa reunir energias para cuidar de seu futuro. E esses problemas menores precisam ser esquecidos”, declarou Rebelo.
Com passagens por ministérios como Coordenação Política (governo Lula), Esporte, Ciência e Tecnologia e Defesa (governo Dilma), além de secretário de Relações Internacionais na prefeitura de São Paulo em 2024, Aldo Rebelo busca posicionar-se como alternativa conservadora e nacionalista no cenário das eleições presidenciais 2026.
A candidatura adiciona mais um nome ao campo da direita, em um momento de fragmentação política e debates sobre pacificação nacional.


















