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Dívida bruta avança para 79% do PIB em novembro

Déficit primário do setor público consolidado atinge R$ 14,4 Bilhões no Mês, influenciado por juros e valorização cambial

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) do Brasil alcançou 79% do Produto Interno Bruto (PIB) em novembro, totalizando cerca de R$ 10 trilhões, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (30/12).

O indicador registrou elevação de 0,6 ponto percentual em relação ao mês anterior, refletindo impactos de juros nominais, emissões de dívida e variações no PIB nominal.

No acumulado do ano, a DBGG subiu 2,8 pontos percentuais do PIB.

“No ano, a DBGG elevou-se 2,8 p.p. do PIB, em função, principalmente, da incorporação de juros nominais, das emissões líquidas de dívida, do reconhecimento de dívidas, do crescimento do PIB nominal, do efeito da valorização cambial e dos demais ajustes da dívida externa”, afirmou o BC.

A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), por sua vez, chegou a 65,2% do PIB (R$ 8,2 trilhões), com aumento de 0,5 ponto no mês e 3,9 pontos no ano.

Esse avanço foi impulsionado por juros nominais, déficit primário, valorização cambial de 3,1% e variações no PIB nominal.

Déficit Primário e Nominal Agravam Cenário Fiscal

O setor público consolidado – que inclui governo central, estados, municípios e estatais – apresentou déficit primário de R$ 14,4 bilhões em novembro, valor superior aos R$ 6,6 bilhões negativos registrados no mesmo período de 2024.

No acumulado de 12 meses, o déficit primário atingiu R$ 45,5 bilhões (0,36% do PIB), ante R$ 37,7 bilhões (0,30% do PIB) até outubro.

Já o déficit nominal – que inclui pagamento de juros – somou R$ 1.027,4 bilhões em 12 meses (8,13% do PIB), ligeira melhora em relação aos R$ 1.024,9 bilhões (8,15% do PIB) do mês anterior.

Desempenho por Esferas de Governo

  • Governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e BC): Déficit de R$ 16,9 bilhões.
  • Empresas estatais: Déficit de R$ 2,9 bilhões.
  • Governos regionais (estados e municípios): Superávit de R$ 5,3 bilhões.

Na véspera, o Tesouro Nacional havia reportado déficit primário de R$ 20 bilhões nas contas do governo central para novembro.

A DBGG abrange débitos do governo federal, INSS, estados e municípios. Esses números destacam desafios persistentes na gestão fiscal brasileira, com pressões de juros e câmbio impactando a trajetória da dívida pública em um contexto de recuperação econômica gradual.

O Boletim de Estatísticas Fiscais do BC reforça a necessidade de monitoramento contínuo para sustentabilidade das contas públicas.

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