Proposta do dono do Banco Master foca em reparar danos institucionais; negociações avançam, mas exclusão de beneficiários no pagamento de multas gera debate
O cenário jurídico envolvendo o Banco Master e seu proprietário, Daniel Vorcaro, ganhou um novo e complexo capítulo. Nas últimas rodadas de negociação com as autoridades, a defesa do empresário apresentou uma minuta de acordo de colaboração premiada que coloca como prioridade a devolução de recursos a duas instituições centrais: o Banco de Brasília (BRB) e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

A iniciativa busca mitigar os impactos financeiros das investigações e garantir uma redução de pena para o banqueiro, que está sob os holofotes da Polícia Federal e do Ministério Público.
Embora a intenção de devolver valores seja vista como um avanço, os detalhes de quem será contemplado — e quem será deixado de fora — têm causado movimentação nos bastidores. O foco principal da proposta é sanar o passivo gerado nas operações investigadas, mas os critérios para a definição das multas ainda estão sob análise rigorosa.
De acordo com a coluna de Malu Gaspar, no portal O Globo, a proposta de delação de Vorcaro prevê ressarcimentos, estabelecendo um cronograma de pagamentos para recompor o caixa dessas entidades.
A delação de Vorcaro é considerada uma peça-chave para desvendar conexões entre o setor financeiro e agentes públicos. Contudo, a estratégia de defesa também levanta questionamentos sobre a seletividade dos ressarcimentos.
Fonte: O Globo


















