Secretário de Defesa dos EUA revela que aproximadamente 200 soldados participaram da operação em Caracas para capturar Nicolás Maduro
O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, confirmou nesta segunda-feira (5) que cerca de 200 militares das Forças Armadas dos Estados Unidos ingressaram no centro da capital venezuelana, Caracas, para prender o ex-líder Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
A missão, executada no sábado (3), não registrou vítimas fatais entre os tropas norte-americanas.
Durante discurso em um evento na Virgínia, Hegseth elogiou a eficiência da ação, descrita como um apoio às forças de aplicação da lei.
“Quase 200 dos nossos mais corajosos americanos foram ao centro de Caracas e detiveram um indivíduo indiciado e procurado pela Justiça americana, em apoio às forças da lei, sem que nenhum americano fosse morto”, declarou o chefe do Pentágono.
Em tom irônico, ele comentou o desempenho dos equipamentos de defesa fornecidos pela Rússia ao regime venezuelano: “Parece que as defesas aéreas russas não funcionaram tão bem, não é mesmo?”.
A operação marcou o fim de mais de uma década no poder de Maduro, acusado pelos EUA de comandar o Cartel dos Sóis – recentemente classificado como organização terrorista internacional – e de envolvimento em narcoterrorismo e tráfico de drogas.
Após a detenção, o casal foi transferido para os Estados Unidos e apresentado em audiência inicial no tribunal federal de Manhattan, em Nova York, presidida pelo juiz Alvin K. Hellerstein.
Na corte, Maduro rejeitou as charges: “Não sou culpado. Sou inocente de tudo o que foi mencionado aqui”. Ele se referiu a si mesmo como um “presidente sequestrado” e afirmou ser um homem decente.
Cilia Flores também se declarou “completamente inocente”. Ambos expressaram desejo de contato com o consulado venezuelano.
Cuba, tradicional aliada de Maduro, reportou que 32 agentes cubanos foram mortos “a sangue-frio” durante a intervenção americana.
A próxima sessão judicial do casal está marcada para março.


















