O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (9 de janeiro de 2026) que “Todos devem estar felizes na América do Sul”, durante encontro na Casa Branca com executivos de grandes empresas petrolíferas.
A declaração veio em meio a discussões sobre a revitalização do setor de óleo e gás na Venezuela, após a operação militar americana que resultou na captura de Nicolás Maduro.
O comentário surgiu quando um repórter questionou Trump sobre a situação nas fronteiras da Venezuela com países vizinhos, como Brasil e Colômbia, em um contexto de mudanças políticas pós-intervenção.
O presidente respondeu com otimismo: “Alguns diriam que fizemos um milagre”, referindo-se aparentemente ao sucesso da ação que derrubou o regime anterior e abriu caminho para novos acordos energéticos.
A reunião, realizada na Sala Leste da Casa Branca, reuniu líderes de companhias como Chevron, ExxonMobil, ConocoPhillips, Halliburton e outras, totalizando cerca de 17 executivos.
O foco principal foi atrair investimentos estimados em até US$ 100 bilhões para reconstruir a infraestrutura petrolífera venezuelana, que enfrenta décadas de subinvestimento e sanções.
Trump prometeu “segurança total” às empresas e destacou a devolução iminente de milhões de barris de petróleo venezuelano aos EUA, com os lucros controlados por Washington para beneficiar tanto o povo venezuelano quanto os interesses americanos.
A declaração de Trump reflete a narrativa da administração de que a intervenção na Venezuela — justificada pela Doutrina Monroe reinterpretada como “Doutrina Donroe” — trouxe estabilidade e oportunidades econômicas à região.
O presidente usou um distintivo personalizado chamado “Happy Trump” durante o evento, reforçando o tom positivo sobre os avanços.
A afirmação gerou reações mistas na América do Sul: enquanto alguns veem na queda de Maduro uma chance de normalização, governos como o do Brasil (sob Lula) e da Colômbia criticam a operação como violação de soberania.
Trump também mencionou planos de encontro futuro com o presidente colombiano Gustavo Petro para discutir temas como narcotráfico e cooperação energética.
O episódio reforça o foco da política externa trumpista na América Latina, com ênfase em petróleo venezuelano, fronteiras Venezuela-Brasil-Colômbia, investimentos em óleo na Venezuela e a busca por maior influência energética dos EUA na região.
Analistas apontam que o “milagre” citado por Trump simboliza a tentativa de reposicionar Washington como ator dominante no xadrez geopolítico sul-americano pós-Maduro.

















