Trump alerta Cuba: “Faça um acordo antes que seja tarde demais” após fim do suporte Venezuelano pós-captura de Maduro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão sobre o regime cubano com uma publicação enfática na rede social Truth Social neste domingo.
Em meio ao colapso do apoio econômico venezuelano à ilha após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas em 3 de janeiro, Trump advertiu que Havana deve negociar um acordo com Washington urgentemente, sob pena de enfrentar graves consequências.
Em sua postagem, Trump foi direto ao afirmar que o fluxo de recursos da Venezuela para Cuba chegou ao fim definitivo.
“NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO NEM DINHEIRO PARA CUBA – ZERO!” escreveu o presidente.
Ele explicou o histórico da relação:
“Cuba viveu, por muitos anos, de grandes quantidades de PETRÓLEO E DINHEIRO da Venezuela. Em troca, Cuba forneceu ‘Serviços de Segurança’ aos dois últimos ditadores venezuelanos, MAS NÃO MAIS!”
Trump destacou que a maioria dos agentes cubanos envolvidos na proteção dos líderes chavistas foi morta durante a operação militar americana em Caracas, e que a Venezuela agora está sob proteção dos EUA.
“A Venezuela agora tem os Estados Unidos da América, as forças armadas mais poderosas do mundo (de longe!), para protegê-la, e nós a protegeremos.” Finalizando com tom de ultimato: “Sugiro fortemente que façam um acordo, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS.”
O contexto da declaração é a recente intervenção dos EUA na Venezuela, que resultou na deposição de Maduro (atualmente detido em Nova York sob acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas) e na ascensão da presidente interina Delcy Rodríguez.
Desde então, não há registros de novos embarques de petróleo venezuelano para Cuba – recurso que cobria cerca de 50% do déficit energético cubano em anos recentes, conforme dados da PDVSA.
Trump também republicou uma mensagem sugerindo que o secretário de Estado Marco Rubio (filho de imigrantes cubanos) poderia se tornar presidente de Cuba, comentando: “Parece bom para mim!” – gesto que reforça o tom provocador e a pressão política sobre o regime de Miguel Díaz-Canel.
O governo cubano reagiu com firmeza, rejeitando interferências externas. O chanceler Bruno Rodríguez defendeu o direito soberano da ilha de importar combustível de qualquer origem, sem subordinação a medidas coercitivas unilaterais dos EUA.
O presidente Díaz-Canel afirmou que Cuba não aceitará ditames externos, destacando a resistência histórica do país.
Especialistas em relações internacionais apontam que a perda do petróleo subsidiado venezuelano agrava a crise econômica em Cuba, já marcada por inflação, escassez e apagões.
A declaração de Trump surge em um momento de alta tensão regional, com Washington endurecendo sua política para a América Latina após sucessos na Venezuela.
O governo americano não detalhou os termos de um possível “acordo”, mas analistas veem na proposta uma tentativa de forçar mudanças no regime cubano ou normalização sob condições favoráveis aos EUA.
A situação permanece volátil, com monitoramento intenso por parte de organizações internacionais e da diáspora cubana nos Estados Unidos.


















