Gabriel Galípolo e diretores do BC se reúnem com Presidente do TCU em meio a impasses sobre liquidação do Banco Master
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e quatro diretores da autarquia se encontrarão na próxima segunda-feira (12), às 14h, com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo.
A reunião, agendada na sede do BC em Brasília e fechada à imprensa, foi confirmada pela agenda oficial da autoridade monetária e visa tratar de assuntos institucionais.
O encontro ocorre em um momento de tensões entre as duas instituições, após controvérsias envolvendo a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo BC em novembro de 2025.
A medida, motivada por grave crise de liquidez – com o banco sem caixa ou ativos de fácil conversão para honrar compromissos imediatos –, gerou questionamentos no TCU.
O ministro relator Jhonatan de Jesus inicialmente solicitou justificativas ao BC, classificando a decisão como “extrema” e “precipitada”, mas recuou da inspeção presencial, suspendendo a diligência e encaminhando o caso ao plenário para maior estabilidade institucional.
Especialistas e técnicos do próprio TCU afirmam que o tribunal não tem competência para interferir ou reverter liquidações determinadas pela autoridade monetária, reforçando os limites da fiscalização.
O presidente Vital do Rêgo, em entrevista recente à GloboNews, destacou que o objetivo é criar um modelo que preserve tanto a prerrogativa de fiscalização do TCU quanto a autonomia do Banco Central.
Pelo lado do BC, participarão os diretores Ailton de Aquino (Fiscalização), Gilneu Vivan (Regulação), Izabela Correa (Cidadania e Supervisão de Conduta) e o secretário-executivo Rogério Lucca.
Pelo TCU, estarão presentes a secretária-geral de Controle Externo Juliana Pontes, o secretário-geral de Comunicação Flávio Takashi Sato e a auditora-chefe adjunta Maria Bethânia Lahoz.
O caso ganhou relevância após a prisão temporária do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no final de 2025, seguida de liberação com tornozeleira eletrônica, e apontamentos da Polícia Federal sobre possíveis fraudes no sistema financeiro.
A liquidação foi defendida pelo BC como necessária para evitar riscos sistêmicos.
Analistas veem o diálogo como uma tentativa de “jogar panos quentes” na relação institucional, especialmente após o recuo do relator no TCU.


















