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Carlos relata graves irregularidades nas condições de custódia de Bolsonaro

O vereador Carlos Bolsonaro divulgou, nesta terça-feira (13 de janeiro de 2026), um comunicado oficial em que relata mais uma irregularidade nas condições de custódia do presidente Jair Bolsonaro, preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde novembro de 2025.

Segundo o filho, o presidente sofre exposição contínua a um ruído intenso e persistente causado por um equipamento de ar-condicionado central instalado junto à parede da cela.

No texto, Carlos Bolsonaro destaca que, em vez de remover ou corrigir a fonte do problema, as autoridades forneceram protetores auriculares ao preso como solução paliativa. Ele interpreta a medida como prova de que os responsáveis reconhecem a irregularidade, mas optam por transferir o ônus ao custodiado.

“Diante da situação, em vez de eliminar a causa do problema, foi-lhe fornecido protetores auriculares como suposta medida. O fato, por si só, evidencia que os responsáveis têm plena ciência de mais essa irregularidade, mantendo a condição adversa e transferir ao custodiado o ônus de suportá-la.”

O comunicado classifica o ruído constante, a privação de descanso e o ambiente hostil como formas de tratamento degradante, especialmente considerando o quadro de saúde delicado de Jair Bolsonaro — que inclui sequelas de uma facada sofrida em 2018, cirurgias recentes para hérnia e crises de soluços, além de abalo psicológico relatado pela família.

“Ruído constante, privação de descanso e ambiente hostil configuram tratamento degradante, especialmente quando impostos a alguém com quadro de saúde sensível, agravando riscos físicos e psicológicos de forma desnecessária e injustificável.”

Carlos Bolsonaro reforça que nenhuma forma de custódia justifica humilhação e que o Estado tem o dever constitucional de garantir dignidade, integridade física e tratamento humano ao preso. Ele cobra providências urgentes das autoridades responsáveis.

“Nenhuma custódia autoriza humilhação. Nenhuma medida administrativa pode substituir o dever do Estado de assegurar dignidade, integridade e humanidade. Providências urgentes precisam ser adotadas.”

O episódio se soma a uma série de reclamações feitas pela defesa de Jair Bolsonaro desde o início de janeiro de 2026. Os advogados já haviam protocolado petições ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relatando o ruído contínuo do ar-condicionado central, que opera próximo à janela da Sala de Estado-Maior (cerca de 12 m², equipada com cama, banheiro privativo, TV e frigobar).

A Polícia Federal confirmou a existência do ruído, mas informou que soluções como isolamento acústico ou mudança de localização demandariam obras complexas e paralisação do sistema de climatização, o que afetaria o funcionamento da superintendência.

A PF opera o equipamento das 7h30 às 19h diariamente, mas relatos da família e aliados descrevem o incômodo como persistente e prejudicial ao repouso, agravando o quadro de saúde do presidente.

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