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A chegada de um navio de guerra russo ao Irã intensificou as tensões

Em um momento de alta pressão militar entre Teerã e Washington, a chegada de um navio de guerra russo ao Irã intensificou as tensões geopolíticas no Oriente Médio. A corveta Stoikiy, da Marinha da Rússia, atracou no porto de Bandar Abbas no dia 17 de fevereiro de 2026, conforme divulgado pelo Ministério da Defesa russo, que compartilhou vídeo da cerimônia de recepção.

As forças navais de ambos os países “coordenaram ações para garantir a segurança da navegação civil”, destacou o comunicado oficial de Moscou. No dia seguinte, 18 de fevereiro, Irã e Rússia iniciaram exercícios navais conjuntos no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico, segundo a agência semioficial iraniana Fars.

Essas manobras ocorrem logo após treinamentos da Guarda Revolucionária iraniana no estratégico Estreito de Ormuz, rota vital para o escoamento de petróleo global.

O movimento russo se insere em um cenário de escalada entre Irã e Estados Unidos. O presidente americano Donald Trump ameaçou ação militar caso Teerã não aceite negociar um novo acordo nuclear “justo com todas as partes”. Trump anunciou o envio de uma “grande frota” à região, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln (com caças F-35 a bordo) e outros navios de guerra. Em paralelo, autoridades iranianas rejeitaram negociações sob coação.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que conversas só ocorrerão “em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado”. Ele alertou que as Forças Armadas iranianas estão preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra território, espaço aéreo ou águas nacionais.

A crise tem raízes em protestos antigovernamentais no Irã em janeiro de 2026, motivados por inflação e repressão, com relatos de mais de 5 mil manifestantes mortos segundo grupos de direitos humanos. Trump havia advertido que atacaria “com força total” em caso de repressão violenta.

O conselheiro do líder supremo iraniano, Ali Shamkhani, classificou qualquer ataque dos EUA como o “início de uma guerra”.

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