Novo “acordão” no congresso: Impeachment de Toffoli em 2026 em troca de vaga no STF para o Centrão
Parlamentares próximos ao Planalto e setores do Centrão discutem um novo arranjo político para aliviar tensões no Congresso após a saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master. O chamado “novo acordão” prevê o avanço de um processo de impeachment contra o ministro do STF ainda neste ano, como gesto de apaziguamento à oposição.
Em troca, o Senado aprovaria a indicação de Jorge Messias (atual AGU) para vaga no Supremo, e o Centrão indicaria o sucessor de Toffoli na Corte. Fora do tribunal, haveria uma espécie de blindagem nas investigações ligadas ao Master, evitando aprofundamento em conexões sensíveis.
O arranjo difere de negociações anteriores, que previam Toffoli permanecer no cargo em troca de freio a CPIs e investigações. Agora, parte do PT e aliados veem o impeachment como saída para proteger o governo Lula de desgaste político, especialmente diante de menções a Toffoli em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro. Há receio de que laços antigos de Toffoli com o PT (ex-advogado da sigla e indicado por Lula) sejam explorados pela oposição.
A oposição resiste ao acordo: alguns argumentam que as revelações sobre Toffoli são apenas a ponta do iceberg, com possíveis menções a Alexandre de Moraes e sua esposa (cujo escritório teve contrato de R$ 129 milhões com o Master). Outros veem oportunidade de esperar as eleições de 2026 para ganhar força e indicar nomes próprios ao STF.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), não comentou a proposta.
A tensão aumenta com o novo pedido de impeachment protocolado pela oposição e a redistribuição do inquérito para André Mendonça.


















