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Alcolumbre adia sabatina e critica governo

O episódio envolvendo o cancelamento da sabatina de Jorge Messias, indicado pelo petista Lula da Silva para o Supremo Tribunal Federal (STF) na vaga deixada por Luís Roberto Barroso, reflete uma tensão crescente entre o Executivo e o Legislativo. Em 2 de dezembro de 2025, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou o adiamento do calendário de análise da indicação, criticando duramente o governo por não ter enviado formalmente a mensagem presidencial ao Congresso. Essa formalidade é essencial para iniciar o trâmite na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que previa leitura do parecer em 3 de dezembro e sabatina em 10 de dezembro. 

Contexto da Crítica de Alcolumbre

Em nota lida no plenário do Senado, Alcolumbre qualificou a ausência do documento como uma “omissão grave e sem precedentes”, de responsabilidade exclusiva do Executivo, e uma “interferência” no cronograma legislativo. Ele argumentou que o calendário foi definido para cumprir a análise ainda em 2025, evitando postergação para o ano seguinte, e seguia padrões de indicações anteriores. Sem a mensagem oficial — apesar de a indicação ter sido publicada no Diário Oficial da União em 20 de novembro —, o processo poderia enfrentar questionamentos regimentais, justificando o cancelamento para preservar a legalidade. 

Essa declaração não é isolada: Alcolumbre tem articulado nos bastidores pela indicação de nomes como o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), seu aliado, em vez de Messias, que é visto como um quadro técnico ligado ao PT e atual advogado-geral da União (AGU) desde 2023. No fim de semana anterior, ele já havia rebater insinuações de que emendas ou cargos influenciariam a votação, reforçando uma postura de independência do Senado. 

Reações e Implicações Políticas

  • Do lado do governo: A demora no envio da mensagem parece estratégica, permitindo mais tempo para Messias se articular com senadores. Aliados do indicado relatam otimismo, com Messias afirmando a aliados que “o pico da febre passou”, sugerindo que ele já conta com mais votos do que se imagina — possivelmente acima de 41 (maioria absoluta necessária no plenário). No entanto, o episódio agrava atritos entre Planalto e Congresso, impactando pautas como a COP30 e reformas fiscais. 
  • No Senado e na mídia: A decisão de Alcolumbre é vista como um recado ao governo, com relatos de contagem de até 60 votos contrários a Messias nos bastidores. Cobertura em veículos como Agência Brasil, Senado Notícias e Metrópoles destaca a crise como um “impasse” que pode prolongar a vaga no STF indefinidamente. Críticos, como em blogs oposicionistas, ironizam Alcolumbre por “rasgar o calendário” em retaliação à escolha de Lula. 
  • Nas redes (X/Twitter): O tema viralizou rapidamente, com posts de jornalistas e perfis políticos acumulando milhares de visualizações em poucas horas. Destaques incluem vídeos de pronunciamentos de Alcolumbre e análises sobre o “jogo político” no Senado, com hashtags como #SabatinaMessias e #STFCrise. Um post sugere que Alcolumbre pode “segurar” a votação por tempo indeterminado, ampliando o debate sobre separação de poderes.
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