Internação por broncopneumonia e UTI convencem interlocutores de que ministro pode reconsiderar decisão; mudança drástica no quadro clínico desde novembro seria argumento decisivo, com PGR prestes a se manifestar
Após a grave internação de Jair Bolsonaro por broncopneumonia bacteriana, que o levou à UTI do Hospital DF Star, aliados do ministro Alexandre de Moraes acreditam ter encontrado uma via para transferir o presidente para prisão domiciliar, de acordo com a matéria do O GLOBO.

A defesa de Bolsonaro, reforçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo advogado Paulo Amador Bueno, protocolou novo pedido de domiciliar humanitária em audiência com Moraes no dia 17 de março. Michelle Bolsonaro já havia feito apelo pessoal no início do ano.
Relatórios médicos enviados ao ministro detalham a gravidade: tratamento com três classes de antibióticos, “injúria renal aguda” controlada, estado estável atual, mas necessidade de monitoramento 24 horas para evitar broncoaspiração.
Moraes solicitou informações atualizadas à equipe médica do DF Star e, nesta sexta (20), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido — sem prazo fixado. A expectativa nos bastidores é que a reconsideração seja apresentada como resposta a uma “mudança radical” no cenário de saúde, não como concessão direta, preservando a imagem do ministro.
A internação começou em 12 de março, com alta prevista para 27, mas o risco de novo agravamento preocupa interlocutores — inclusive de alas do governo Lula, que veem a medida como forma de evitar complicações eleitorais em 2026 e proteger a imagem do STF.
Ministros do Supremo e figuras como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e até Gilmar Mendes manifestaram apoio reservado à domiciliar nos bastidores. A articulação envolve familiares, deputados (mais de 100 assinaram pedido) e preocupações humanitárias com o “risco real de vida”.
A decisão final cabe exclusivamente a Moraes, que aguarda o parecer da PGR para avaliar se a prisão domiciliar é cabível diante do quadro clínico atual.
Fonte: O GLOBO


















