CPMI do INSS expõe Blindagem: Requerimento para convocar Lulinha é barrado pela base governista
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS voltou a demonstrar, mais uma vez, sua função real para muitos analistas: servir de escudo contra investigações que chegam perto de figuras do alto escalão do governo. A oposição tentou convocar Luiz Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do petista Lula, para esclarecer supostas conexões com Jorge Luiz Alves Ferreira, o “Careca do INSS”, apontado como peça-chave no esquema de fraudes em descontos consignados que lesou milhares de aposentados e pensionistas.
O requerimento, protocolado pela oposição, foi barrado pela maioria governista na comissão, impedindo que Lulinha prestasse depoimento. O “Careca do INSS” já foi citado em investigações da Polícia Federal como possível intermediário em pagamentos suspeitos, com ligações a contratos irregulares e repasses que teriam chegado a familiares do presidente.
A CPMI, que já ouviu depoimentos de Daniel Vorcaro (remarcado para 26 de fevereiro) e teve acesso parcial a quebras de sigilo autorizadas por Toffoli, continua a ser acusada de seletividade. Enquanto avança sobre executivos do Banco Master e funcionários do INSS, qualquer menção a nomes próximos ao Planalto é sistematicamente bloqueada por manobras regimentais.
A oposição, liderada por deputados como Alfredo Gaspar (relator) e senadores bolsonaristas, critica a falta de isonomia: a comissão investiga rombos bilionários, mensalões e propinas no sistema de consignados, mas trava quando o rastro aponta para o círculo familiar do presidente.
O caso reforça a percepção de que a CPMI do INSS, criada para apurar irregularidades que afetam milhões de brasileiros, pode estar sendo usada como instrumento de contenção de danos políticos. A direita cobra que a comissão avance sem amarras e que a verdade não pare no sobrenome “Lula”.


















