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BC envia defesa justificando liquidação do Banco Master

Banco Central envia defesa ao TCU sobre liquidação extrajudicial do Banco Master nesta Sexta-Feira

O Banco Central do Brasil (BC) protocolou nesta sexta-feira (26/12) sua manifestação oficial ao Tribunal de Contas da União (TCU), justificando os motivos que levaram à liquidação extrajudicial do Banco Master. A entrega ocorreu dentro do prazo estabelecido, até o meio-dia, atendendo a uma determinação urgente da corte de contas.

A decisão do BC de liquidar o Banco Master, anunciada em novembro de 2025, tem gerado debates sobre a supervisão bancária e a independência da autoridade monetária.

O ministro do TCU, Jhonatan de Jesus, fixou o prazo de 72 horas para que o Banco Central explicasse os fundamentos técnico-jurídicos da operação, classificada na determinação como uma “medida extrema”.

O despacho também menciona indícios de cronologia atípica no processo decisório que culminou na liquidação.

Entre os pontos que o BC precisou abordar em sua defesa estão:

  1. Os principais marcos e o racional por trás da adoção da medida extrema no momento escolhido;
  2. A análise de alternativas menos gravosas, incluindo soluções de mercado ou instrumentos de reorganização, e as razões para seu afastamento;
  3. O histórico detalhado de tratativas institucionais, com linha do tempo de propostas como solução privada envolvendo o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), interesse de outras instituições financeiras e eventuais ofertas de aquisição por grupos privados próximas à data da liquidação;
  4. A governança interna, incluindo eventuais divergências entre áreas técnicas e como elas foram resolvidas.

Essa exigência do TCU representa mais um capítulo de escrutínio sobre a atuação do Banco Central no caso Banco Master.

Recentemente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou uma acareação marcada para a próxima terça-feira (30/12), envolvendo o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o diretor do BC, Ailton de Aquino.

O caso ganhou repercussão após investigações apontarem irregularidades no Banco Master, levando à sua liquidação para preservar a estabilidade do sistema financeiro nacional. Entidades do setor bancário manifestaram apoio à autonomia do BC, destacando sua capacidade técnica para decisões como essa.

O desdobramento no TCU e no STF mantém o tema em evidência, com possíveis impactos na confiança do mercado financeiro brasileiro.

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