CEO do Bradesco defende disciplina maior no mercado após caso Banco Master e FGC
O CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, defendeu uma regulamentação mais rígida e disciplinada para o mercado financeiro brasileiro, especialmente no que diz respeito ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), após o escândalo envolvendo o Banco Master.
Em entrevista recente, o executivo afirmou que o episódio expôs fragilidades no sistema e destacou a necessidade de regras claras para evitar que investidores se concentrem excessivamente em instituições de alto risco em busca de rentabilidade maior.
Noronha enfatizou que o FGC é um mecanismo essencial de proteção ao pequeno poupador, mas alertou que sua existência não pode ser interpretada como “carta branca” para que bancos ou financeiras assumam riscos desproporcionais ou pratiquem governança questionável.
Ele defendeu maior transparência nas carteiras de crédito, limites mais estritos de exposição por conglomerado e fiscalização preventiva mais intensa por parte do Banco Central.
O executivo reconheceu que o caso Master gerou perda de confiança no sistema, mas afirmou que bancos sólidos como o Bradesco mantiveram exposição mínima ou nula ao Master, o que reforça a importância de gestão prudente e diversificação.
Noronha também cobrou do mercado como um todo maior responsabilidade na oferta de produtos e na comunicação de riscos aos clientes.
A declaração ganha relevância após a liquidação do Banco Master (novembro de 2025), a prisão de Daniel Vorcaro e as investigações da PF, CPMI do INSS e CPI do Crime Organizado, que expuseram rombo bilionário, fraudes em consignados e possíveis conexões políticas.

















