O bloco visa reorganizar a cadeia produtiva global desses recursos essenciais
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, estendeu convite formal ao Brasil para participar de um novo bloco comercial voltado à criação de parcerias estratégicas no setor de minerais críticos. A proposta foi anunciada nesta quarta-feira (4 de fevereiro de 2026) pelo vice-presidente americano JD Vance, durante reunião no Departamento de Estado com representantes de 55 países, incluindo delegados da embaixada brasileira em Washington.
O bloco visa reorganizar a cadeia produtiva global desses recursos essenciais — como terras raras, nióbio, lítio e outros usados em semicondutores, veículos elétricos e armazenamento de energia —, reduzindo a dependência da China, que domina mineração, refino e fabricação de produtos de alto valor agregado.
A iniciativa busca mitigar riscos geopolíticos por meio de mecanismos como pisos de preços, contratos de longo prazo e previsibilidade para investimentos, contrabalançando práticas chinesas criticadas por subsídios, expansão coordenada e precificação predatória.
“Fico satisfeito que muitos dos senhores aqui hoje já tenham aderido a este plano. Alguns ainda não o fizeram e, para aqueles que ainda não chegaram a esse estágio, esperamos que as discussões de hoje incentivem a conclusão desses acordos o mais rapidamente possível”, disse o vice-presidente JD Vance aos presentes.
O Brasil, detentor de vastas reservas de minerais críticos, analisa a proposta com cautela. Integrantes do governo federal destacam preocupações preliminares com possíveis condicionantes comerciais, riscos de exclusividade, impactos na autonomia da política externa e compatibilidade com acordos existentes.
Apesar do convite, o país ainda não confirmou adesão, priorizando uma avaliação detalhada para proteger interesses nacionais.
A movimentação reforça o interesse americano em diversificar cadeias de suprimento fora da China, alinhando-se a parcerias já firmadas com México, União Europeia e Japão.
Para o Brasil, o bloco pode representar oportunidade de parcerias e investimentos, mas exige equilíbrio para não comprometer a soberania econômica.


















