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Cadê as Obras?: Carlos Bolsonaro lança desafio e aponta deterioração fiscal e econômica na gestão do PT

Comparações baseadas em dados do Tesouro Nacional, Serasa Experian e Cadastro Único questionam os elevados gastos públicos do atual governo frente à ausência de grandes entregas estruturais para o país

Em novo posicionamento nas redes sociais e na propaganda eleitoral, o senador eleito Carlos Bolsonaro fez duras críticas ao desempenho da atual administração federal e lançou um desafio direto ao petista Lula da Silva. O parlamentar questionou publicamente a ausência de grandes obras ou projetos estruturantes de impacto nacional desenvolvidos ao longo do mandato, em contraste com o crescimento expressivo dos gastos públicos e o aumento no endividamento da União.

No pronunciamento, Carlos Bolsonaro relembrou o cenário herdado pela gestão anterior e fez um contraponto com a condução do governo Jair Messias Bolsonaro. Segundo ele, a gestão passada entregou milhares de intervenções do Norte ao Sul do país e encerrou o ano de 2022 com as contas no azul — registrando um superávit primário do Governo Central na casa de R$ 54,1 bilhões —, mesmo enfrentando adversidades como a pandemia de Covid-19, conflitos internacionais e os rígidos limites impostos pelo teto de gastos.

Radiografia dos Indicadores Econômicos e Sociais Apresentados

O vídeo detalha uma série de indicadores estatísticos e dados públicos sobre a conjuntura econômica e social do país nos últimos anos, questionando a eficácia e o retorno dos investimentos federais:

  • Recuperação Judicial e Falências: Com base em dados do Serasa Experian, o levantamento destaca que, em 2025, 2.466 empresas estiveram envolvidas em processos de recuperação judicial — marca recorde na série histórica do setor.
  • Trajetória da Dívida Pública: Os números indicam que a dívida bruta do governo central saltou de 71,7% do Produto Interno Bruto (PIB) ao final de 2022 para 82,9% em agosto de 2026, representando uma alta superior a 11 pontos percentuais.
  • Déficit Fiscal: O déficit do governo central entre janeiro e agosto de 2026 acumulou cerca de R$ 95 bilhões, revertendo o resultado positivo obtido no encerramento de 2022.
  • População em Situação de Rua: Registros do Cadastro Único revelam um crescimento alarmante, passando de aproximadamente 198 mil pessoas em 2022 para quase 389 mil registradas até maio de 2026.
  • Aumento da Carga Tributária: Um levantamento feito em outubro contabilizou 36 medidas voltadas à criação ou ao aumento de tributos desde o início do atual mandato.
  • Desempenho das Estatais: No caso dos Correios, a empresa passou de um lucro de R$ 217 milhões no primeiro trimestre de 2022 para um prejuízo de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026. No total, as empresas estatais federais monitoradas pelo Tesouro acumularam um déficit primário de R$ 9 bilhões entre janeiro e agosto de 2026.

O Desafio Político na Reta Final da Campanha

Ao defender o nome de Flávio Bolsonaro para a Presidência da República nas Eleições de 2026, a publicação reafirma que governar exige resultados concretos e transparência na aplicação dos recursos do contribuinte, e não apenas discursos voltados ao passado ou embates políticos. O desafio lançado cobra da atual gestão a prestação de contas sobre qual grande infraestrutura ou legado duradouro foi efetivamente entregue ao povo brasileiro após quatro anos de governo.

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