Governo dos EUA anuncia sobretaxa a partir de 22 de julho, mas isenta itens estratégicos do agronegócio e da indústria; etanol e máquinas agrícolas ficam entre os mais afetados
O governo americano, sob Donald Trump, confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros. A medida entra em vigor no dia 22 de julho e resulta de uma investigação comercial de cerca de um ano, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

O argumento é que o Brasil adota práticas que restringem o comércio, incluindo questões como o PIX, etanol e desmatamento. Apesar da sobretaxa, uma extensa lista de exceções protege setores importantes da economia brasileira, especialmente no agronegócio. Produtos como café, carne bovina, petróleo, aeronaves e celulose não serão atingidos pela nova cobrança.
Principais produtos isentos da tarifa extra
Carnes e produtos de origem animal:
- Carne bovina (fresca, refrigerada, congelada, cortes com ou sem osso, processados).
- Miudezas bovinas (línguas, fígados).
- Pescados como tilápia, atum, lagosta e outros crustáceos.
- Mel orgânico certificado.
Produtos vegetais, frutas e bebidas:
- Café (em grão, torrado, solúvel) e derivados.
- Frutas tropicais (bananas, mangas, abacaxis, abacates, goiabas, cocos, castanhas).
- Sucos de laranja e cítricos, água de coco.
- Hortaliças, raízes (mandioca, inhame) e especiarias variadas.
Outros destaques isentos:
- Petróleo bruto e derivados, gás natural e combustíveis.
- Minerais e minérios (ferro, cobre, alumínio, entre outros).
- Aeronaves, helicópteros, drones e peças aeronáuticas.
- Celulose, fertilizantes, vacinas, medicamentos e produtos farmacêuticos.
Itens que serão impactados pela nova taxa
Entre os produtos que enfrentarão a sobretaxa de 25% estão:
- Etanol.
- Máquinas agrícolas e equipamentos de mineração.
- Vestuário, calçados e manufaturados em geral.
- Açúcar orgânico.
- Papel e alguns produtos químicos processados.
A decisão preserva itens sensíveis para o mercado americano, como aqueles sem produção doméstica suficiente ou que poderiam elevar preços ao consumidor.
Fonte: G1

















