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Centrão articula nos bastidores do STF para tentar libertar Vorcaro e evitar delação

Políticos mapeiam votos na segunda turma e apostam em empate favorável ao banqueiro; Temor é que prisão prolongada leve a acordo de colaboração revelando relações políticas e financeiras

Políticos do chamado Centrão intensificaram articulações nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar garantir a soltura do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no escândalo do Banco Master. A mobilização ocorre às vésperas do julgamento virtual na Segunda Turma, marcado para sexta-feira (13), que analisará a manutenção da prisão preventiva decretada pelo ministro André Mendonça, de acordo com a matéria do G1.

Fonte Jornalista Andréia Sadi do G1

Segundo relatos ouvidos pela colunista Andréia Sadi, interlocutores políticos começaram a mapear votos dentro da Segunda Turma e a operar para construir uma maioria favorável à libertação do banqueiro. A preocupação central é que a permanência prolongada na prisão possa levar Vorcaro a firmar acordo de delação premiada com a Justiça.

A grande preocupação desses políticos é de que – se ficar muito tempo preso – Vorcaro decida fazer uma colaboração, e revele a extensão dessas relações políticas e financeiras.

A Segunda Turma é composta por Gilmar Mendes (presidente), André Mendonça (relator, autor da prisão), Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e Dias Toffoli. No entanto, Toffoli declarou-se suspeito na noite de quarta-feira (11) por “motivo de foro íntimo”, reduzindo o colegiado a quatro ministros. Em caso de empate (2×2), a lei favorece o investigado, permitindo a soltura.

A defesa de Vorcaro negou qualquer negociação de delação: Nesta quinta-feira (12), a defesa do banqueiro negou que ele esteja negociando uma delação.

Vorcaro permanece isolado em cela de presídio federal de segurança máxima em Brasília desde 4 de março, quando Mendonça decretou a prisão por risco à ordem pública e às investigações. O caso envolve acusações de fraudes bilionárias, gestão fraudulenta e possível lavagem de dinheiro no Banco Master, com desdobramentos na Operação Compliance Zero da Polícia Federal.

A movimentação do Centrão reflete o receio de que uma eventual delação amplie as investigações para figuras políticas e financeiras, em um momento de alta sensibilidade no sistema bancário e no Congresso.

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