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Contador permanece preso por ordem de Moraes em investigação sobre vazamento de dados

Suspeito confessou à PF ser intermediário em esquema que acessou informações sigilosas de 1.819 contribuintes, incluindo familiares de Moraes; defesa critica violação de prerrogativas e falta de acesso a decisões judiciais

Um contador identificado como Washington Travassos de Azevedo segue preso preventivamente no Rio de Janeiro, há mais de uma semana, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura acessos irregulares e vazamentos de dados fiscais de magistrados, seus parentes e outras autoridades públicas, de acordo com a matéria da Folha de São Paulo.

Fonte Italo Nogueira da Folha de São Paulo

A prisão foi decretada em 13 de março de 2026, a pedido da Polícia Federal (PF), e executada no dia 14. O investigado foi apontado como um dos mandantes de uma organização criminosa que, entre janeiro de 2024 e janeiro de 2026, obteve dados protegidos das Declarações de Imposto de Renda (DIRPF) de 1.819 contribuintes. Entre os alvos estão pessoas vinculadas a ministros do STF e do TCU, deputados federais, ex-senadores, ex-governadores, dirigentes de agências reguladoras, empresários e outras personalidades de notoriedade pública.

Segundo nota oficial do gabinete de Moraes: “foi apontado, dentro da organização criminosa, como um dos mandantes na cadeia de obtenção de dados fiscais protegidos por sigilo funcional que, de 8.1.2024 a 27.2026, conforme apontou a Procuradoria Geral da República em manifestação pela decretação de prisão, teria acessado dados constantes das DIRPF de 1.819 contribuintes, entre os quais pessoas vinculadas a Ministros do STF, do TCU, deputados federais, ex-senadores da República, ex-governador, dirigentes de agências reguladoras, empresários e outras personalidades de notoriedade pública”.

O caso ganhou destaque por incluir dados fiscais da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e de familiares de outros integrantes da Corte — contexto que se conecta a investigações anteriores sobre quebras indevidas de sigilo fiscal na Receita Federal e no Serpro.

O contador confessou à PF ter atuado como intermediário entre um interessado nos dados e uma pessoa que alegava ter acesso às informações sigilosas. Ele indicou nomes (sob sigilo) e o destino final do material obtido ilegalmente.

Inicialmente, em 6 de março, após busca e apreensão, permaneceu em silêncio e recebeu tornozeleira eletrônica; a prisão preventiva veio uma semana depois. Foi levado inicialmente ao presídio José Frederico Marques (Benfica) e depois transferido para Bangu 8.

Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO

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