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Corina recebe o Prêmio Nobel da Paz 2025

Comitê Nobel confirma ida de María Corina Machado a Oslo para receber Prêmio da Paz

O Comitê Norueguês do Nobel confirmou que a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, viajará para a capital norueguesa nesta quarta-feira (10/12) para receber o Prêmio Nobel da Paz de 2025. A honraria reconhece sua luta incansável pela democracia em um país marcado por décadas de autoritarismo.

A cerimônia de entrega está marcada para o dia 10 de dezembro, coincidindo com o aniversário da morte do industrial sueco Alfred Nobel, criador da premiação por meio de seu testamento em 1895. Machado, que tem vivido em clandestinidade na Venezuela desde as eleições presidenciais de julho de 2024, conversou com o comitê na noite de sexta-feira (5) e validou sua presença no evento, embora não tenha revelado detalhes sobre o itinerário ou os meios de deslocamento.

Proibida de deixar o país sem autorização judicial desde 2014 – sob acusações de conspiração e tentativas de desestabilização do regime de Nicolás Maduro –, a opositora enfrenta riscos adicionais com a viagem. 

O procurador-geral venezuelano, Tarek William Saab, alertou que ela seria considerada foragida ao retornar, o que poderia complicar seu regresso à Venezuela, onde garante estar ativa na resistência.

O anúncio da vitória de Machado no Nobel ocorreu em outubro passado. De acordo com o comitê, o prêmio foi concedido “por seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.

Engajada na defesa de eleições livres e de um governo representativo, Machado teve sua candidatura às eleições presidenciais de 2024 barrada pelo Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela. Em 2023, ela já havia sido inabilitada para exercer cargos públicos por 15 anos, sob alegação de “erros e omissões em suas declarações juramentadas de bens”, conforme a Controladoria-Geral da República.

A atual tensão política na Venezuela se acentua com as ameaças do regime de Maduro após as eleições de julho de 2024, que foram denunciadas como fraudulentas pela oposição e pela comunidade internacional. Desde então, o paradeiro exato de Machado permanece incerto, embora ela afirme continuar operando dentro do país.

Na sexta-feira (5/12), a líder opositora divulgou um vídeo em suas redes sociais, convocando uma mobilização global: marchas pela “paz e liberdade” na Venezuela, com manifestações programadas em 80 cidades de mais de 20 países neste sábado (6/12).

O evento em Oslo ganha contornos regionais com a presença confirmada de pelo menos três presidentes de centro-direita da América Latina, convidados pela própria Machado: Daniel Noboa, do Equador; José Raúl Mulino, do Panamá; e Santiago Peña, do Paraguai.

A entrega do Nobel ocorre em um contexto de escalada nas relações entre Estados Unidos e Venezuela. 

O presidente americano, Donald Trump, indicou recentemente que pode ordenar ataques terrestres contra cartéis de drogas no país caribenho “muito em breve”. 

Desde setembro, pelo menos 87 pessoas foram mortas em operações americanas contra embarcações suspeitas de tráfico no Caribe e no Pacífico.


Edmundo González embarcando com destino a Oslo:

O ex-candidato presidencial da oposição venezuelana Edmundo González Urrutia, reconhecido pela maioria da comunidade internacional como o legítimo vencedor das eleições de 28 de julho de 2024 – fraudadas pelo regime de Nicolás Maduro –, embarcou nesta terça-feira (10/12) em um voo comercial saindo do aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas, na Espanha, com destino a Oslo, Noruega.

González viaja para acompanhar a cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz 2025 à coordenadora nacional da Plataforma Unitária Democrática, María Corina Machado, que ocorre hoje às 13h (horário local) no Ayuntamiento de Oslo.

Exilado na Espanha desde setembro de 2024 após intensas ameaças do governo Maduro e um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Supremo de Justiça chavista, González foi convidado pessoalmente por Machado para estar presente no ato histórico, que marca a primeira vez que um líder da oposição venezuelana recebe o Nobel da Paz.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o ex-diplomata venezuelano embarcando acompanhado de sua esposa e de membros de sua equipe de segurança, sem fazer declarações à imprensa no terminal.

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