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CPI do Crime Organizado avança no caso Master e tem potencial explosivo

Quebra sigilo de empresa ligada à família de Dias Toffoli; Comissão aprova oitivas e quebras de sigilo que podem desmontar rede de influência; relator Alessandro Vieira promete superar barreiras políticas

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado ganhou força com aprovação de medidas investigativas que podem impactar diretamente o caso Banco Master. Na sessão de quarta-feira (25), o colegiado aprovou quebras de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt Participações — empresa ligada à família do ministro do STF Dias Toffoli —, do próprio Banco Master (em liquidação extrajudicial) e da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

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As decisões incluem ainda convocações obrigatórias ao empresário Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), aos irmãos do ministro Toffoli (José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, sócios na Maridt) e a outros nomes como ex-sócios do banco e executivos. Convites opcionais foram enviados aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além da advogada Viviane Barci de Moraes (esposa de Moraes), para esclarecimentos sobre conexões financeiras e possíveis irregularidades no esquema.

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), enfatizou que as medidas são fundamentais para avançar na apuração de infiltração do crime organizado no sistema financeiro e em estruturas estatais. Ele destacou que a comissão está “abrindo a possibilidade para um avanço de investigações que esse país nunca fez”, de forma democrática, técnica e equilibrada, prometendo furar qualquer blindagem política.

A Maridt Participações integrou grupo que vendeu participação em resort de luxo no Paraná a fundo ligado ao Banco Master, gerando suspeitas de lavagem de dinheiro e conexões políticas. A quebra de sigilo autoriza o Coaf a fornecer Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) e dados detalhados do período de janeiro de 2022 a fevereiro de 2026.

A CPI investiga fraudes bilionárias no Banco Master, incluindo operações suspeitas, vínculos com agentes públicos e possível uso de influência para irregularidades. As aprovações ocorreram de forma consensual em alguns pontos, após o governo não conseguir maioria para barrar requerimentos chave.

As oitivas e quebras de sigilo podem ampliar o escopo da investigação, com potencial para revelações sobre rede de influência no alto escalão do poder. Não há data definida para os depoimentos aprovados.

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