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CPMI do INSS acaba sem avanços concretos e deixa desgaste político para Lula

Relatório do relator Alfredo Gaspar não foi além do já apurado pela Polícia Federal, mas colocou o filho do petista sob suspeição e recolocou corrupção no topo das preocupações dos eleitores

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS encerrou seus trabalhos na sexta-feira (27) sob uma sensação de frustração para quem esperava resultados investigativos robustos. O colegiado não conseguiu avançar além das descobertas já realizadas pela Polícia Federal em operações anteriores, limitando-se a cumprir o objetivo inicial da oposição: gerar desgaste para o governo, de acordo com a matéria do Estadão.

Fonte Roseann Kennedy do ESTADÃO

O relator, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), recém-filiado ao partido de Flávio Bolsonaro, chegou a sugerir a prisão de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do petista Lula da Silva. Mesmo que investigações futuras confirmem ou não o envolvimento, o simples fato de colocar o nome em evidência já produziu efeito político.

Apesar de tentativas de quebras de sigilo terem sido barradas por decisões judiciais, o estrago à imagem do governo foi consolidado.

As menções reativaram lembranças de escândalos antigos e dificultam o discurso ético que o PT busca reconstruir para as eleições de outubro de 2026. A percepção de que o Planalto mobilizou sua base e conexões com o Supremo Tribunal Federal para proteger familiares tornou-se um ativo importante para a oposição, especialmente nas redes sociais.

O tema corrupção, que vinha perdendo espaço para pautas como economia e segurança pública, voltou ao centro das discussões. Uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada na quinta-feira (26) revela que o assunto saltou para o topo das preocupações dos brasileiros, citado por 59,9% dos entrevistados — alta de 5,6 pontos em relação a fevereiro. Agora, a corrupção supera criminalidade (53%) e inflação (24,9%) como principal problema do país.

As CPIs atuais, incluindo a do INSS e a próxima do Crime Organizado, têm enfrentado forte inércia investigativa.

Depoimentos foram prejudicados por liminares do STF que garantiram direito ao silêncio, dispensaram presenças ou suspenderam quebras de sigilo. Diferentemente do passado, quando comissões conseguiam derrubar ministros e mudar rumos políticos com provas consistentes, hoje elas funcionam principalmente como palanques para construção de narrativas eleitorais e produção de conteúdo para redes sociais.

O resultado prático para o Judiciário pode ser limitado, mas o “barulho” produzido pela CPMI colocou o PT na defensiva e deixou o petista Lula sob o signo da desconfiança ética de olho nas urnas de 2026.

Fonte: ESTADÃO

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