Deputada Coronel Fernanda do PL-MT protocolou requerimentos para que comissão solicite ao STF medida contra filho e irmão do presidente Lula; alega risco de fuga e interferência nas investigações
A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT), uma das autoras do pedido de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, protocolou na quarta-feira (25) requerimentos solicitando a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha” (filho do petista Lula da Silva), e de José Ferreira da Silva, o Frei Chico (irmão do presidente).
Nos documentos apresentados à CPMI, a parlamentar pede que a comissão encaminhe ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de prisão preventiva para ambos, com base em supostos riscos à ordem pública, à aplicação da lei penal e ao andamento das investigações sobre fraudes em descontos indevidos em benefícios previdenciários — o esquema conhecido como “Farra do INSS”.
Para Lulinha, Coronel Fernanda argumenta haver “risco concreto de fuga e de frustração da aplicação da lei penal”, citando informações de que ele teria viajado para Madri, na Espanha, onde reside atualmente, em meio ao avanço das apurações. Ela menciona ainda notícias sobre possíveis medidas cautelares, como retenção de passaporte ou uso de tornozeleira eletrônica, como indícios de perigo de evasão.
No caso de Frei Chico, a deputada sustenta risco de interferência nas investigações, incluindo influência sobre testemunhas ou destruição de provas, dada sua proximidade familiar com o presidente.
Os requerimentos precisam ser votados pela CPMI para que a comissão formalize o pedido ao STF. A iniciativa ocorre no contexto de delações premiadas de ex-dirigentes do INSS (como Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis, presos desde novembro de 2025), que teriam citado Lulinha em supostas articulações político-empresariais no esquema de descontos irregulares.
A CPMI do INSS investiga fraudes bilionárias em mensalidades associativas descontadas indevidamente de aposentados e pensionistas, com prejuízos estimados em bilhões e envolvimento de entidades, empresas e possíveis operadores políticos.


















