Rogério Correia (PT-MG) reconhece agressão a Luiz Lima (Novo-RJ) após aprovação de quebra de sigilos de Lulinha; sessão suspensa por 15 minutos
A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social, terminou em confusão generalizada nesta quinta-feira (26). O tumulto explodiu após a aprovação da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do petista Lula da Silva.
Parlamentares da base governista questionaram a decisão na mesa da presidência, levando a empurrões, xingamentos e gritos. No meio do bate-boca, o deputado Rogério Correia (PT-MG) atingiu o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) com um soco. Lima relatou ter levado um “socão na cara”.
Após suspensão da sessão por 15 minutos, Correia pediu a palavra e admitiu a agressão: “Eu realmente atingi o deputado, não vou mentir aqui. Eu o atingi, peço desculpas. E o fiz no momento em que fui também empurrado. E Vossa Excelência viu, todos viram que eu caí no chão e também fui agredido. Não vou ficar aqui choramingando, mas eu fui empurrado e caí no chão”.
O parlamentar petista alegou ter reagido ao ser empurrado e agredido durante o tumulto. Luiz Lima reiterou a agressão e lembrou episódio anterior envolvendo o deputado Washington Quaquá (PT-RJ).
A confusão reflete a tensão na CPMI, que aprovou medidas investigativas sensíveis, incluindo quebras de sigilo e convocações. Parlamentares do PT classificam as ações como perseguição política, enquanto a oposição defende transparência total nas fraudes que lesaram milhões de aposentados.


















