Oposição garante assinaturas para estender CPMI do INSS até julho de 2026
Parlamentares oposicionistas ao governo federal coletaram assinaturas suficientes para solicitar a extensão dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS até 26 de julho de 2026, período que se aproxima do início oficial da campanha eleitoral.
O requerimento, protocolado pela bancada do Partido Novo, obteve apoio de 175 deputados federais e 29 senadores, superando o mínimo necessário para a prorrogação.
A iniciativa visa permitir a conclusão de depoimentos, análise de documentos e aprofundamento nas apurações sobre fraudes em descontos associativos nos benefícios previdenciários.
“Diante do volume de evidências reunidas, da necessidade de conclusão de oitivas e análise documental pendentes, da complexidade técnica da matéria e da relevância institucional de se exaurir a investigação com profundidade, a prorrogação do prazo de funcionamento da CPMI do INSS se impõe como medida indispensável para assegurar a elaboração de um relatório final consistente”, argumenta trecho do documento.
Potencial de impacto político
A CPMI, instalada para investigar desvios estimados em bilhões no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), tem revelado conexões políticas e gerado desgaste para o Executivo federal.
Com a extensão até semanas antes da campanha de 2026 – que inicia em 16 de agosto –, o colegiado ganha tempo adicional para convocar testemunhas e produzir um relatório final mais robusto.
A oposição vê na comissão uma ferramenta para manter o tema das fraudes previdenciárias em evidência durante o período pré-eleitoral.
Contexto das investigações
As apurações da CPMI caminham paralelamente à Operação Sem Desconto da Polícia Federal, que já resultou em prisões e buscas contra figuras ligadas ao esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.


















