Suspeitos negociam delação; Comissão analisa pedidos de quebras de sigilos bancário e fiscal do filho do presidente Lula e convocações; relator aponta suspeitas de ligação com “Careca do INSS”
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS realiza nesta quinta-feira (26) reunião para votar uma pauta com 87 requerimentos, entre eles pedidos de quebra de sigilos bancários e fiscais de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do petista Lula da Silva.
A sessão, marcada para as 9h, é presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG) e tem como relator o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), autor do principal requerimento contra Lulinha. O pedido busca acessar dados financeiros e fiscais do filho do presidente, com base em mensagens interceptadas que indicariam possível atuação como “sócio oculto” de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” — operador preso pela PF como lobista central no esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários.
A pauta inclui ainda quebras de sigilos relacionados ao Banco Master (em liquidação) e ex-sócios como Augusto Lima, além de novas convocações e depoimentos. Após a votação, a comissão ouvirá o empresário Paulo Camisotti, o deputado estadual Edson Cunha (MA) e o advogado Cecílio Galvão, todos citados em denúncias do caso.
Os suspeitos do esquema negociam delação premiada com o Ministério Público, em meio ao avanço das investigações que apontam prejuízos bilionários aos aposentados e pensionistas por meio de mensalidades associativas irregulares.
A CPMI do INSS investiga fraudes que envolveram acordos de cooperação técnica (ACTs) irregulares, descontos não autorizados e possível lavagem de dinheiro, com delações de ex-dirigentes do INSS (como Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis) citando nomes políticos e empresariais.
A votação dos requerimentos pode intensificar o escrutínio sobre figuras ligadas ao governo e ao esquema, em ano pré-eleitoral marcado por polarização.


















