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Cresce pressão em Alcolumbre sobre veto dosimetria e CPMI do Master

Sinuca de bico no Senado: Davi Alcolumbre evita líderes em meio à pressão por derrubada do veto à dosimetria e instalação da CPMI do Banco Master

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), enfrenta um momento delicado nos bastidores: ele tem evitado encontros com líderes partidários enquanto cresce a pressão da oposição para convocar sessão conjunta que permita derrubar o veto presidencial ao PL da dosimetria (que reduz penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023) e instalar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master.

A oposição, liderada por deputados como Carlos Jordy (PL-RJ) e senadores alinhados ao bolsonarismo, cobra a leitura imediata do requerimento da CPMI — que já conta com mais de 280 assinaturas — para investigar fraudes financeiras, desvios bilionários, conexões políticas e possíveis conflitos de interesse envolvendo o banco e autoridades públicas, incluindo figuras do STF.

Alcolumbre, porém, não convocou a sessão conjunta necessária para analisar vetos pendentes ou instalar a comissão, gerando especulações sobre estratégia ou tentativa de evitar o debate.

O veto à dosimetria, integralmente rejeitado por Lula em janeiro, tranca a pauta do Congresso e pode ser usado como moeda de troca: derrubá-lo daria uma vitória simbólica à oposição, mas abrir caminho para a CPMI poderia expor conexões sensíveis no Judiciário e no Centrão.

Nos bastidores, Alcolumbre sinaliza que, se a pressão se tornar insustentável, poderia limitar a comissão apenas ao Senado (onde tem maior controle), evitando uma CPMI plena com deputados.

O silêncio do presidente do Senado tem sido interpretado como tática para ganhar tempo enquanto o caso Master decanta no STF (relator Dias Toffoli) ou para negociar com o governo e o Judiciário. A oposição vê nisso uma tentativa de “varrer para debaixo do tapete”, enquanto aliados defendem que Alcolumbre prioriza pacificação institucional em ano eleitoral.

Com a retomada dos trabalhos pós-Carnaval, o impasse deve se resolver nas próximas semanas: a convocação da sessão conjunta definirá se o Congresso avança na dosimetria, na CPMI do Master ou em ambos — temas que podem definir o tom político de 2026.

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