Gigante do varejo nacional implementa reestruturação drástica, cortando quase 30% da sua rede física e enfrentando impactos severos decorrentes de prejuízos bilionários acumulados
O Grupo Casas Bahia colocou em prática um dos cortes mais expressivos de sua história recente ao fechar 298 lojas físicas em todo o território nacional, o equivalente a 28,7% de sua rede total de unidades. A medida drástica faz parte de um plano de contingência e reestruturação financeira para conter a pressão sobre o fluxo de caixa da companhia.

A onda de encerramentos veio acompanhada de um plano de demissões em larga escala, que já desligou cerca de 1,9 mil funcionários, com estimativas de que o total de postos de trabalho eliminados possa alcançar a marca de 3 mil colaboradores.
O Peso da Crise e os Prejuízos Bilionários
A decisão drástica ocorre em meio a um cenário financeiro desafiador. A varejista registrou um prejuízo líquido de quase 1,1 bilhão de reais apenas no primeiro trimestre de 2026, montante que supera o dobro das perdas reportadas no mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2025, a companhia já havia contabilizado rombos financeiros próximos de 3 bilhões de reais.
Enquanto o formato de lojas físicas sofre retração — pressionado pelo endividamento das famílias e taxas de juros elevadas —, a estratégia da empresa aposta suas fichas na expansão das vendas digitais. Informações operacionais indicam que o comércio eletrônico próprio registrou avanço relevante, servindo como alento para tentar equilibrar as contas da marca em meio ao processo de reorganização corporativa.
Fonte: Veja
*Imagem da capa gerada por IA

















