Advogados aguardam relatório médico para solicitação ao STF; Alta hospitalar mantida para quinta-Feira
Os advogados do presidente Jair Bolsonaro (PL) consideram apresentar um novo requerimento de prisão domiciliar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A estratégia depende da conclusão de um relatório médico detalhado sobre o quadro de saúde do presidente, que completa uma semana de internação nesta quarta-feira (31).
Bolsonaro permanece hospitalizado no Hospital DF Star, onde passou por procedimentos recentes para controle de crises de soluços persistentes e correção de hérnia.
A equipe jurídica já teve dois pedidos semelhantes negados desde a prisão do ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, em novembro, após condenação a 27 anos e três meses por tentativa de um suposto golpe que nunca aconteceu.
Previsão de Alta e Novos Exames
O cirurgião-geral responsável pelo caso informou que a liberação hospitalar continua agendada para esta quinta-feira (1º de janeiro de 2026).
“À CNN, o cirurgião-geral Cláudio Birolini afirmou que a alta hospitalar de Bolsonaro segue prevista para quinta-feira (1º), mesmo após o novo procedimento ao qual ele foi submetido nesta terça-feira (30/12) para conter episódios de soluços.”
Nesta quarta-feira (31/12), Bolsonaro será submetido a uma endoscopia digestiva alta para investigação de um possível refluxo gastroesofágico, condição associada às complicações recorrentes.
Histórico de Pedidos Negados
Em 22/11, Moraes indeferiu o pedido de prisão humanitária, baseado na alegada fragilidade de saúde.
Mais recentemente, em 19/12, o ministro negou a conversão para domiciliar na mesma decisão que autorizou a cirurgia de hérnia inguinal, realizada no dia 25 de dezembro.
A defesa argumenta que o quadro clínico justifica medidas mais brandas, especialmente com a sequência de intervenções médicas.
O novo pedido, se protocolado, dependerá de laudos atualizados para reforçar a necessidade de recuperação em ambiente domiciliar.
A expectativa agora recai sobre o relatório médico e a resposta do ministro Alexandre de Moraes a eventual petição.


















