Advogados argumentam que agenda oficial de Darren Beattie é curta e não permite permanência em Brasília até 18 de Março; Pedido visa ajustar encontro autorizado na Papudinha
A defesa do presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou petição junto ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a reconsideração parcial da decisão que autorizou a visita do assessor sênior do Departamento de Estado dos EUA, Darren Beattie, ao 19º Batalhão da PMDF (Papudinha), onde Bolsonaro cumpre pena, de acordo com a matéria do metrópoles.
Segundo os advogados, o encontro foi marcado para o dia 18 de março, das 8h às 10h, mas a agenda oficial de Beattie no Brasil é curta e não permite que ele permaneça em Brasília até essa data. A petição pede que Moraes ajuste o cronograma para uma data anterior, sugerindo os dias 16 ou 17 de março, para viabilizar o encontro sem prejuízo à programação do diplomata americano.
A defesa destacou na peça: “Beattie tem agenda oficial curta e não poderá permanecer em Brasília até o dia 18, data prevista na autorização para a visita”.
O ministro Moraes havia autorizado a visita na terça-feira (10), após pedido formal da defesa, condicionando-a ao cumprimento do regime prisional e à apresentação prévia do nome de um eventual intérprete. Ele manteve a data original, afirmando que “os visitantes devem se adequar ao regime legal do estabelecimento prisional e não o contrário”.
Darren Beattie, crítico declarado do ministro Moraes e alinhado à agenda “América Primeiro” de Donald Trump, viaja ao Brasil para promover interesses americanos e deve se encontrar também com parlamentares de oposição. A visita ganhou repercussão após o Departamento de Estado confirmar que faz parte de missão diplomática oficial.
O STF ainda não se manifestou sobre o novo pedido de reconsideração.
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