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Defesa de Daniel Vorcaro tenta barrar devassa patrimonial da Justiça dos EUA

Advogados do banqueiro pedem suspensão de 39 intimações que buscam mapear bens de luxo e registros financeiros no exterior

A batalha judicial em torno do patrimônio do banqueiro Daniel Vorcaro ganhou um novo e tenso capítulo nos Estados Unidos. Preso no Brasil enquanto negocia um acordo de colaboração premiada, Vorcaro tenta agora impedir o avanço de uma investigação que seus advogados classificam como abusiva. O Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida autorizou o envio de 39 intimações a bancos e empresas para rastrear ativos ligados ao empresário e à liquidação do Banco Master.

Fonte Demétrio Vecchioli do Metrópoles

A Tese da “Pescaria” Probatória

A estratégia da defesa foca no conceito jurídico de fishing expedition — termo usado para descrever buscas genéricas feitas sem um alvo definido, na esperança de “pescar” alguma prova por acaso. Segundo os representantes de Vorcaro, o liquidante do Master estaria ultrapassando os limites legais ao questionar instituições sobre o patrimônio privado do banqueiro sob a justificativa de privacidade e confidencialidade.

A defesa alega que as informações, uma vez obtidas pela justiça americana, seriam enviadas ao Brasil para alimentar processos administrativos, o que chamam de “deixar o gato sair do saco”, perdendo o controle sobre o sigilo dos dados.

As investigações em solo americano já identificaram um ecossistema de alto luxo que inclui galerias de arte, casas de leilão e imóveis de alto valor em Miami e Aspen. Entre os bens sob suspeita de ocultação estão quatro aeronaves, incluindo um jato Gulfstream 700, e seis imóveis de luxo.

O juiz Scott Grossman marcou uma audiência para a próxima terça-feira (28), onde analisará o recurso contra a primeira leva de intimações e o mérito do pedido de bloqueio de novas solicitações.

Até o momento, o entendimento da corte americana é de que o bloqueio de ativos feito pelo Banco Central do Brasil justifica o rastreamento internacional para evitar a dissipação do patrimônio durante a liquidação.

Fonte: Metrópoles

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