Defesa de Vorcaro recusa pedido da PF para acesso ao celular em acareação no STF: Advogado cita Risco de vazamentos
Durante acareação realizada no Supremo Tribunal Federal (STF) no final de dezembro de 2025, a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro negou solicitação da Polícia Federal (PF) para acessar o conteúdo do celular do fundador do Banco Master. O episódio ocorreu logo após o término da audiência de confronto de versões, em uma sala adjacente, e foi revelado em vídeo divulgado pela CNN Brasil.
O advogado Roberto Podval, representante de Vorcaro, explicou à delegada Janaína Palazzo os motivos da recusa. “Acaba a audiência, nós chegamos na sala ao lado, e a senhora me pediu se eu poderia abrir o sigilo do celular do Vorcaro. Eu disse que não abriria”, afirmou Podval. A justificativa principal foi o receio de vazamentos de informações, mesmo com a garantia de sigilo absoluto dada pela autoridade policial. A defesa destacou que Vorcaro e seus advogados não portavam aparelhos durante a sessão.
A acareação envolveu o confronto entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), sobre a origem de carteiras de crédito inadimplentes negociadas entre as instituições.
As investigações apuram suposta fraude de R$ 12,2 bilhões na tentativa de venda ou parceria do Banco Master com o BRB, com o Banco Central determinando a liquidação extrajudicial da instituição em novembro de 2025.
O ministro Dias Toffoli autorizou a retirada parcial do sigilo das oitivas, permitindo a divulgação de trechos como esse.
A negativa ao acesso ao celular ganhou repercussão em veículos como O Globo, Revista Oeste e portais de notícias, com vídeos da interação circulando nas redes sociais.
A PF pode recorrer a meios técnicos para tentar extrair dados do aparelho apreendido na prisão de Vorcaro em 17 de novembro de 2025 (no Aeroporto de Guarulhos), mas a colaboração voluntária poderia influenciar desdobramentos futuros.
A defesa de Vorcaro mantém a linha de que não houve irregularidades e que as contradições decorrem de interpretações diferentes sobre as operações.


















