Primeiro-ministro de Israel reage duramente à esvaziada sessão na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, chamando os diplomatas ausentes de “covardes morais”
O plenário da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, foi palco de um forte protesto diplomático nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026. A delegação do Brasil, acompanhada por representantes de diversas outras nações, retirou-se do salão principal logo no início da participação do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Protesto Diplomático e Reação no Plenário
A movimentação coordenada esvaziou parte significativa do recinto no momento em que o premiê israelense se aproximava da tribuna. A cena repetiu episódios de atritos anteriores ocorridos nas instâncias da organização internacional. Diante da debandada de diplomatas e das manifestações mistas de vaias e aplausos vindas de setores que permaneceram no local, a presidência da sessão precisou intervir repetidas vezes para restabelecer a ordem no plenário.
Ao perceber a saída em massa das comitivas estrangeiras, Netanyahu não economizou palavras em sua resposta do alto da tribuna da ONU. O chefe de governo israelense disparou contra os críticos e desafiou diretamente os assentos vazios deixados pelas delegações.
“Se houver outros covardes morais que ainda não deixaram este plenário, por favor, façam-no agora”, declarou o primeiro-ministro durante o seu pronunciamento.
Defesa de Ações Militares e Conflito no Oriente Médio
Em sua fala na Assembleia Geral, Netanyahu centrou fogo na defesa das recentes ofensivas militares de seu país no Oriente Médio, abordando com ênfase as operações direcionadas contra instalações nucleares e alinhamentos estratégicos na região. O premiê argumentou que as medidas adotadas por Israel visam a garantia de sua sobrevivência territorial frente a ameaças externas persistentes, rechaçando veementemente as pressões e críticas formuladas por organismos multilaterais e governos opositores presentes nos debates da semana de alto nível da ONU.
Fonte: Metrópoles

















